A Equatorial (EQTL3) anunciou, na manhã desta sexta-feira (23), que fechou a compra da Celg Distribuição, operadora de energia em Goiás, junto à italiana Enel.
A companhia fechou o negócio por R$ 1,6 bilhão, além de assumir a dívida líquida de R$ 5,9 bilhões, totalizando R$ 7,5 bilhões, equivalente a 26,5% do valor de mercado da Equatorial na B3.
A aquisição passará pelo tradicional crivo do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).
Às 14h desta sexta-feira, a Equatorial falará ao mercado em teleconferência acerca do negócio.
O que achamos
Com a entrada definitiva em Goiás – região em que a empresa atuava de forma restrita por meio de transmissão de energia – a companhia diversifica suas linhas de negócio, ao incluir 3,3 milhões de clientes à sua base.
A empresa também atua no Maranhão, Pará, Piauí, Alagoas, Amapá e Rio Grande do Sul.

Uma das vantagens competitivas que a empresa aponta em seu pipeline de crescimento é a eficiente alocação de capital, o que se provou mais uma vez na compra da Celg.
Estima-se que atualmente o RAB (base de ativos regulatórios), que serve para mensurar os custos assumidos pela companhia enquanto presta serviços públicos após concessões, da Celg esteja em cerca de R$ 8 bilhões, após investimentos passados da Enel.
Dado que também assumiu a dívida da empresa goiana, a Equatorial está pagando um pouco menos do que o próprio RAB da Celg.
Operacionalmente, a aquisição é positiva e o preço acertado é atrativo. O ponto de atenção do mercado agora fica para a alavancagem da Equatorial, que está em 3,4 vezes o Ebitda.
O caixa da empresa é de R$ 10,4 bilhões, após uma emissão de ações no início do ano. O montante é suficiente para dois anos de amortizações previstas.
Como a ação da Equatorial deve reagir
As ações da Equatorial podem reagir positivamente ao negócio, pois a empresa mais uma vez mostrou preocupação com a alocação de capital – mesmo que a empresa já esteja com valor acima da média histórica, de acordo com dados do TradeMap.
Os papéis da Equatorial, entretanto, estão sujeitos à volatilidade nesta sexta, já que o Ibovespa aponta para uma abertura negativa no mercado futuro.