O Ibovespa encerrou o pregão desta quinta-feira (05) em queda de 0,82%, aos 166.191 pontos, em meio à repercussão da decisão do Copom de manter a taxa Selic em 13,75% ao ano, à divulgação de indicadores de atividade econômica no Brasil e à temporada de balanços corporativos. Os investidores também acompanharam os desdobramentos das eleições legislativas nos Estados Unidos e a recuperação dos preços internacionais do petróleo.
No cenário doméstico, os investidores repercutiram a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que manteve a taxa Selic em 13,75% ao ano, interrompendo uma sequência de cinco cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual. A decisão ocorreu em meio às incertezas fiscais após a reeleição de Lula e à persistência das pressões inflacionárias, com o Banco Central destacando a necessidade de cautela na condução da política monetária. Na agenda de indicadores, o PMI de Serviços do Brasil recuou de 49,2 pontos em setembro para 44,5 pontos em outubro, registrando a maior contração desde abril de 2021. Já o PMI Composto caiu de 47,4 para 44,4 pontos, indicando a maior retração da atividade do setor privado em mais de seis anos.
No cenário internacional, os investidores acompanharam os desdobramentos da vitória do Partido Democrata nas eleições legislativas dos Estados Unidos e seus possíveis impactos sobre o conflito no Oriente Médio. No mercado de commodities, os preços do petróleo fecharam em alta, recuperando parte das perdas após três sessões consecutivas de queda. O Brent avançou 2,72%, a US$ 90,52 o barril, enquanto o WTI subiu 3,88%, a US$ 98,29, em meio às incertezas sobre as negociações entre Washington e Teerã e os riscos de interrupção do abastecimento pelo Estreito de Ormuz.
O setor bancário apresentou desempenho misto, com Bradesco (BBDC4) recuando 2,06%, Banco Bradesco (BBDC3) caindo 1,32%, Itaú Unibanco (ITUB3) perdendo 0,56% e BTG Pactual (BPAC11) cedendo 0,26%. Em contrapartida, Itaú Unibanco (ITUB4) avançou 0,65% e Santander (SANB11) subiu 0,50%, enquanto Banco do Brasil (BBAS3) permaneceu estável.
Entre as petroleiras, o desempenho foi predominantemente negativo, com Petrobras recuando 3,03% nas ações ordinárias (PETR3) e 2,48% nas preferenciais (PETR4). A PRIO (PRIO3) caiu 0,97%, enquanto Brava Energia (BRAV3) perdeu 1,56%. Já a Cosan (CSAN3) avançou 4,60%, destoando das perdas registradas entre as empresas do setor.
Entre as maiores altas do índice, a C&A (CEAB3) liderou os ganhos, com avanço de 9,25%, seguida por Smart Fit (SMFT3), com alta de 5,48%; Cosan (CSAN3), com 4,60%; Assaí (ASAI3), com 4,32%; e Hapvida (HAPV3), com 2,70%.
Na ponta negativa, a Tenda (TEND3) liderou as perdas, com queda de 17,72%, seguida por CSN Mineração (CMIN3), com recuo de 6,49%; Embraer (EMBJ3), de 4,96%; RD Saúde (RADL3), de 4,86%; e Gerdau (GGBR4), de 3,58%.
As listas das maiores altas e baixas da carteira do Ibovespa ficaram assim:
Altas
• C&A Modas (CEAB3): +9,25%
• Smart Fit (SMFT3): +5,48%
• Cosan (CSAN3): +4,60%
• Assaí (ASAI3): +4,32%
• Hapvida (HAPV3): +2,70%
Baixas
• Construtora Tenda (TEND3): -17,72%
• CSN Mineração (CMIN3): -6,49%
• Embraer (EMBJ3): -4,96%
• RaiaDrogasil (RADL3): -4,86%
• Gerdau (GGBR4): -3,58%
Confira a evolução do IBOV no fechamento de hoje (05/11):
• Terça-Feira (03): -1,42%
• Quarta-Feira (04): +1,23%
• Quinta-Feira (05): -0,82%
• Na semana: -1,03%
• Em novembro: -1,03%
• No 4°tri./26: -10,81%
• Em 12 meses: +8,41%
• Em 2026: +3,14%
EUA
Os principais índices de Nova York encerraram o dia em queda:
• Dow Jones: -3,44%
• Nasdaq: -5,52%
• S&P 500: -4,36%
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