Nesta quinta-feira (05), a HBR (HBRE3) fecha a venda de fatias de três shoppings e de um prédio corporativo para a SPX, a Porto (PSSA3) revisa projeções do banco, da saúde e do resultado financeiro, e a TIM (TIMS3) diz desconhecer fato relevante sobre uma possível venda da operação brasileira. Axia (AXIA3) e C&A (CEAB3) também estão no radar.
Porto Seguro (PSSA3)
A Porto revisou parte das projeções para 2026. No Porto Bank, a receita total esperada caiu para R$ 7,5 bilhões a R$ 7,9 bilhões, ante R$ 7,7 bilhões a R$ 8,1 bilhões, e as perdas de crédito subiram para R$ 3,4 bilhões a R$ 3,8 bilhões, ante R$ 3,1 bilhões a R$ 3,5 bilhões. Na Porto Saúde, o crescimento do prêmio ganho foi ajustado para 12% a 16%, ante 14% a 22%, e o resultado financeiro consolidado passou para R$ 1,1 bilhão a R$ 1,5 bilhão, ante R$ 1,4 bilhão a R$ 1,8 bilhão.
A taxa efetiva de impostos foi revisada para 17% a 21%, ante 23% a 27%, pela reversão de impostos diferidos ligados à incorporação de uma subsidiária. As projeções do seguro e do Porto Serviço foram mantidas.
TIM (TIMS3)
Questionada pela B3 sobre reportagem que apontou movimentação de bancos para uma possível venda da TIM Brasil, a companhia afirmou que não tem conhecimento de fato relevante relacionado ao tema. A resposta foi dada após consulta às controladoras indiretas Telecom Italia e Poste Italiane.
Azzas 2154 (AZZA3)
A aprovação sem restrições do Cade para a reorganização da Azzas transitou em julgado. A operação prevê a separação dos negócios em duas companhias abertas independentes, conforme acordo entre os blocos Birman e Jatahy. Em outro comunicado, a empresa informou que a BlackRock passou a deter 4,93% das ações ordinárias.
Axia Energia (AXIA3)
O conselho da Axia aprovou a 14ª emissão de debêntures, no valor de R$ 500 milhões e com vencimento em novembro de 2030. Os papéis pagarão CDI mais 0,65% ao ano e serão ofertados a investidores profissionais.
C&A (CEAB3)
A C&A encerrou antecipadamente seu quarto programa de recompra, após adquirir 9,99 milhões de ações, cerca de 3,2% do total, ao preço médio de R$ 10,24. O desembolso foi de aproximadamente R$ 102,4 milhões. O conselho também aprovou o cancelamento de 6,3 milhões de ações em tesouraria, e o total de ações cai para 301,9 milhões.
Energisa (ENGI11)
A Energisa energizou todas as instalações da transmissora Energisa Amazonas II (EAM II), na região metropolitana de Manaus, 11 meses antes do prazo. O projeto recebeu cerca de R$ 234 milhões em investimentos e adiciona RAP de aproximadamente R$ 22 milhões.
Cogna (COGN3)
A BlackRock reduziu sua participação na Cogna para cerca de 4,999% das ações ordinárias. A gestora mantém ainda derivativos com liquidação financeira referenciados a 0,29% das ordinárias.
HBR Realty (HBRE3)
A HBR assinou contratos para vender ao fundo SPX Portfólio Alfa participações de 20% no Mogi Shopping, 25% no Suzano Shopping, 50% no Patteo Olinda Shopping e 90,9% do Lead Corporate Faria Lima. A operação soma R$ 937,7 milhões. Desse total, R$ 562,6 milhões serão pagos à vista no fechamento, previsto até 11 de novembro, e o restante em quatro parcelas anuais corrigidas pelo IPCA.
Oncoclínicas (ONCO3)
O plano de recuperação extrajudicial da Oncoclínicas recebeu novas adesões e passou a contar com credores de mais de R$ 4,3 bilhões. O valor equivale a 74,6% dos créditos abrangidos, que somam cerca de R$ 5,8 bilhões.
Tegma (TGMA3)
A Tegma aprovou R$ 70,6 milhões em proventos referentes ao terceiro trimestre, o equivalente a R$ 1,07 por ação. O valor se divide em R$ 0,80 por ação em dividendos intercalares e R$ 0,27 em JCP. A data de corte é 9 de novembro, com ações ex a partir do dia 10 e pagamento em 19 de novembro.
Irani (RANI3)
A Irani vai pagar R$ 14 milhões em dividendos intercalares do terceiro trimestre, cerca de R$ 0,061 por ação, valor que corresponde a 25% do lucro do período. Tem direito quem tiver ações em 9 de novembro, e o pagamento será feito em 19 de novembro.
EZTec (EZTC3)
A Navi informou à EZTec que fundos sob sua gestão atingiram 5,13% do capital da incorporadora, com 14,2 milhões de ações. A gestora declarou que não pretende alterar o controle ou a administração da empresa.
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