Os investidores estrangeiros encerraram outubro com saldo positivo de R$ 8,17 bilhões na bolsa brasileira. Foi o segundo melhor resultado para o mês desde 2021, atrás apenas de 2022, quando os aportes alcançaram R$ 14,07 bilhões, volume 72,2% superior ao deste ano. Nos demais períodos, outubro registrou saídas de recursos: R$ 1,37 bilhão em 2021, R$ 2,87 bilhões em 2023 e R$ 1,13 bilhão em 2025. Em 2024, houve entrada de R$ 0,32 bilhão.
Um mês dividido pela eleição
O fluxo de outubro acompanhou o calendário eleitoral. No primeiro pregão após o primeiro turno, em 5 de outubro, os estrangeiros aportaram R$ 10,06 bilhões, a maior entrada diária desde o início de 2021. Até o dia 23, véspera do segundo turno, o saldo acumulado no mês havia alcançado R$ 16,18 bilhões.
A partir de 22 de outubro, porém, foram sete pregões consecutivos de saída, que somaram R$ 11,99 bilhões, montante superior ao aporte recorde registrado após o primeiro turno. Três das quatro maiores saídas diárias de 2026 ocorreram nesse período: R$ 2,94 bilhões em 23 de outubro, último pregão antes da votação; R$ 2,85 bilhões em 26 de outubro, primeiro pregão após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quando o Ibovespa caiu 13,88% e a B3 acionou o circuit breaker; e R$ 2,71 bilhões em 28 de outubro.
Os meses de 2026
Com as saídas registradas no fim do mês, outubro terminou como o quinto melhor mês de 2026 em fluxo estrangeiro, atrás de janeiro, fevereiro, março e setembro. O saldo de outubro ficou 10,3% abaixo do registrado em setembro, 31,7% inferior ao de março, 46,9% menor que o de fevereiro e 69,1% abaixo do resultado de janeiro. Até o dia 23, outubro ocupava a segunda posição no ranking mensal.
O ano
No acumulado de 2026, os investidores estrangeiros registram entrada líquida de R$ 40,20 bilhões. Com as saídas do fim de outubro, o saldo anual ficou 3,2% abaixo do registrado durante todo o ano de 2021, quando a entrada foi de R$ 41,54 bilhões. Ainda assim, permanece 49,6% acima do resultado de 2025, de R$ 26,87 bilhões.
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