Como funciona a calculadora de Primeiro milhão do TradeMap
Projetar quando o patrimônio alcança um milhão é simples, mas o número que aparece na tela no futuro não compra o que um milhão compra hoje. A calculadora apresenta as duas datas, a do valor de face e a do poder de compra equivalente, e mostra o quanto essa distância aumenta ao longo do caminho.
A calculadora projeta mês a mês a evolução do patrimônio até uma meta, considerando aportes que crescem uma vez por ano. Parte da meta, do valor já acumulado, do aporte mensal, do retorno esperado, do crescimento anual do aporte e da inflação, e devolve o tempo até atingir a meta, o tempo até atingi-la em poder de compra de hoje, o total aportado, os juros acumulados, marcos intermediários nas duas réguas e o aporte que seria necessário para cumprir o objetivo em dez anos.
Os campos de entrada
Meta é o patrimônio pretendido.
Quanto já tenho é o ponto de partida da projeção.
Aporte mensal é o valor investido todo mês.
Crescimento do aporte (a.a.) define o quanto esse valor aumenta a cada ano, acompanhando a evolução da renda.
Retorno esperado (a.a.) é a rentabilidade nominal da carteira.
Inflação (a.a.) é usada para calcular a meta corrigida e a taxa real do plano.
As duas datas do milhão
A primeira data é aquela em que o saldo alcança o número da meta. A segunda é aquela em que o saldo alcança o valor que, naquele momento, comprará o mesmo que a meta compra hoje. Como a inflação move o alvo ao longo do tempo, a segunda data chega bem depois da primeira, e a diferença entre elas costuma ser de vários anos em horizontes longos. A calculadora ainda informa, em reais de hoje, quanto a meta nominal realmente comprará na data em que for atingida, que é a forma mais direta de enxergar a perda de poder de compra acumulada no período.
Os marcos do caminho
Além da meta final, a calculadora exibe marcos intermediários de patrimônio, cada um com as duas datas correspondentes. A leitura revela um ponto importante: a distância entre a régua nominal e a régua de poder de compra não é constante, ela se alarga conforme o prazo aumenta, porque a inflação age por mais tempo sobre o alvo. Marcos próximos têm datas parecidas nas duas colunas, e marcos distantes se separam bastante.
O efeito de aumentar o aporte todo ano
Elevar o aporte junto com a renda encurta o caminho de forma relevante, mesmo com percentuais modestos de crescimento anual. O efeito é mais forte sobre a data em poder de compra do que sobre a data nominal, porque aportes maiores no futuro compensam justamente a parte do alvo que a inflação empurrou para cima. Em contrapartida, o total aportado ao longo do período aumenta, já que o esforço mensal cresce a cada ano.
A taxa real do plano
A calculadora exibe a taxa real resultante da combinação entre o retorno esperado e a inflação informada, obtida pela relação de Fisher. É essa taxa, e não a nominal, que mede a construção efetiva de patrimônio, porque desconta a parcela do rendimento que apenas repõe a alta de preços.
As convenções de cálculo
O aporte cresce uma única vez por ano, na virada do décimo segundo mês, e não de forma distribuída ao longo dos meses. A taxa anual informada é convertida para a base mensal equivalente antes de ser aplicada na projeção. O horizonte de projeção é limitado a cem anos, de modo que combinações inviáveis de meta, aporte e retorno não produzem resultados indefinidos.
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