Nesta quarta-feira (04), o Itaú (ITUB4) divulga lucro de R$ 12,6 bilhões no terceiro trimestre e revisa projeção de imposto, a Yduqs (YDUQ3) aprova o protocolo de incorporação da Afya e a BB Seguridade (BBSE3) reduz a projeção de prêmios da Brasilseg. PRIO (PRIO3) e Eneva (ENEV3) também estão no radar.
Itaú Unibanco (ITUB4)
O Itaú teve lucro recorrente gerencial de R$ 12,6 bilhões no terceiro trimestre de 2026, com ROE de 23,6%. O resultado ficou em linha com o consenso de mercado compilado pelo banco, de R$ 12,58 bilhões. A carteira de crédito chegou a R$ 1,5 trilhão, e a inadimplência acima de 90 dias ficou em 2,0%.
Em fato relevante, o banco reduziu a projeção de alíquota efetiva de IR/CS em 2026 para entre 28% e 29%, ante 29,5% a 32,5% antes, por causa da mudança na trajetória da TJLP. As demais linhas do guidance foram mantidas. A partir de novembro, o Itaú passou a considerar custo de capital de cerca de 15,25% ao ano na gestão dos negócios.
Yduqs (YDUQ3)
O conselho da Yduqs aprovou o protocolo e justificação da incorporação da Afya, listada na Nasdaq, e convocou assembleia para 25 de novembro. Pela relação de troca, cada ação da Afya dará direito a 6,408347 ações da Yduqs, e os acionistas da Afya ficarão com 69% da companhia combinada, contra 31% dos atuais acionistas da Yduqs. A empresa projeta sinergias com valor presente líquido de R$ 2 bilhões a R$ 2,2 bilhões, e a operação ainda depende de aprovação do Cade e das assembleias das duas companhias.
BB Seguridade (BBSE3)
A BB Seguridade revisou o guidance de 2026 para os prêmios emitidos da Brasilseg, que passou de variação entre -3% e +2% para queda entre 11% e 15%. Até setembro, os prêmios recuaram 9,2%, pressionados pelos seguros rural, prestamista e de vida. As projeções de resultado operacional não decorrente de juros e de reservas da Brasilprev foram mantidas, embora ambas estejam acima do intervalo no acumulado do ano.
PRIO (PRIO3)
A PRIO produziu, em média, 196,4 mil barris de óleo equivalente por dia em outubro, alta de cerca de 2% sobre setembro. No cluster Bravo, o reparo na linha de produção do poço OGX-44 foi concluído e a produção foi retomada em 23 de outubro. As vendas de óleo somaram 5,1 milhões de barris no mês.
Eneva (ENEV3)
A Eneva assinou com a Vports contratos de cessão de áreas no Porto de Barra do Riacho (ES) para um terminal de GNL e usinas térmicas do chamado Hub Espírito Santo. O complexo terá 690 MW, contratados no leilão de reserva de capacidade de 2026, com início de operação previsto para agosto de 2031. A companhia terá 100% do projeto, assim como do Hub Ceará, de 1.659,4 MW.
Vivara (VIVA3)
A Guepardo Investimentos informou à Vivara que passou a deter 24,03 milhões de ações ordinárias, o equivalente a 10,17% do capital da companhia. A gestora declarou que a participação tem caráter apenas de investimento, sem objetivo de alterar o controle ou a administração.
Axia Energia (AXIA3)
A GQG Partners atingiu participação de 5,08% das ações ordinárias da Axia Energia, somando ações e ADRs, em um total de 123,9 milhões de papéis. A gestora informou que o investimento é minoritário e não visa alterar o controle ou a administração.
BTG Pactual (BPAC11)
A Capital International Investors informou ao BTG Pactual que detém 154,04 milhões de ações preferenciais classe A, o equivalente a 5,179% do total de preferenciais do banco. Segundo o comunicado, a posição não altera o controle nem a estrutura administrativa.
Copasa (CSMG3)
A BlackRock reduziu sua participação na Copasa para cerca de 4,99% das ações ordinárias, posição registrada em 30 de outubro. A gestora mantém ainda derivativos com liquidação financeira referenciados a 0,02% das ordinárias.
Hapvida (HAPV3)
O conselheiro Nicola Calicchio Neto renunciou ao conselho de administração da Hapvida e aos comitês de que fazia parte, com efeito imediato, alegando incompatibilidade de agendas. A empresa informou que não há previsão de substituição da cadeira.
Alupar (ALUP11)
A Alupar, por meio de controlada chilena, venceu licitação para construir as subestações Pelarco e Trueno e uma linha de transmissão de 66 kV na região do Maule, no Chile. O projeto prevê investimentos de US$ 85 milhões e receita anual permitida (RAP) de US$ 11,9 milhões, com energização prevista para 2031 e concessão perpétua.
Aeris (AERI3)
A Aeris protocolou pedido de recuperação extrajudicial na Justiça de São Paulo, com plano negociado com seus principais credores. O plano abrange R$ 1,52 bilhão em créditos quirografários e já tem adesão de credores com 42,18% desse montante, e a empresa precisa superar 50% em até 90 dias para a homologação. Segundo o fato relevante, as condições financeiras da reestruturação ainda serão detalhadas em versão atualizada do plano.
BrasilAgro (AGRO3)
A BrasilAgro reduziu em 3% a estimativa de produção de grãos e algodão da safra 2026/27, para 439,3 mil toneladas, com corte de 14% no milho de primeira safra pela menor área plantada. A projeção de soja subiu 1%, para 261,2 mil toneladas. A estimativa de cana da safra 2026 caiu para 2,06 milhões de toneladas, ante 2,18 milhões, por clima e atraso na moagem no Maranhão.
Gafisa (GFSA3)
A Gafisa adiou novamente a divulgação do balanço do segundo trimestre, agora prevista para 30 de novembro, por necessidade de prazo adicional da auditoria independente. Com isso, o resultado do terceiro trimestre sairá na mesma data, com teleconferência conjunta em 1º de dezembro.
Paranapanema (PMAM3)
O diretor financeiro e de relações com investidores da Paranapanema, Marcelo Vaz Bonini, renunciou ao cargo. As funções serão ocupadas interinamente pelo presidente, Vitor Saback (finanças), e pelo diretor jurídico, Álvaro Cunha (RI).
Azevedo & Travassos Energia (AZTE3)
A Azevedo & Travassos aprovou aumento de capital privado de R$ 15,8 milhões a R$ 31,6 milhões, com emissão de 20 milhões a 40 milhões de ações ao preço de R$ 0,79. Os recursos serão usados para reduzir passivos, ampliar a produção e reforçar o capital de giro. Tem direito de preferência quem tiver ações no fechamento desta quarta-feira (04).
RNI (RDNI3)
A RNI protocolou na CVM pedido de cancelamento voluntário do registro de companhia aberta categoria A, passando a categoria B.
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