A inflação medida pelo índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE) subiu 0,5% em setembro na comparação com agosto e acumulou alta de 3,6% em 12 meses, segundo dados divulgados hoje pelo Bureau of Economic Analysis (BEA), do Departamento de Comércio dos Estados Unidos. O núcleo do indicador, que exclui os preços de alimentos e energia, avançou 0,3% no mês e 3,1% na comparação anual. Tanto as variações mensais quanto as anuais vieram em linha com as expectativas do mercado.
No mesmo período, a renda pessoal cresceu US$ 54,5 bilhões, alta de 0,2%, enquanto a renda pessoal disponível, que desconta os impostos correntes, aumentou US$ 52,7 bilhões, também 0,2%. O avanço foi sustentado principalmente pela remuneração dos trabalhadores, com destaque para os salários do setor privado, e pelos benefícios sociais do governo, puxados pelo Medicare.
As despesas de consumo pessoal subiram US$ 113,1 bilhões, ou 0,5%, resultado de um acréscimo de US$ 35,1 bilhões nos gastos com bens e de US$ 78,1 bilhões com serviços. Descontada a inflação, porém, o consumo real ficou praticamente estável, com alta de apenas US$ 2,6 bilhões, variação inferior a 0,1%. Com o consumo nominal crescendo acima da renda, a poupança pessoal somou US$ 911,1 bilhões, e a taxa de poupança, calculada como proporção da renda disponível, ficou em 3,8%.
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