Nesta quinta-feira (29), a Cosan (CSAN3) elimina R$ 3,2 bilhões em contingências fiscais, a Dexco (DXCO3) prevê impacto de R$ 190 milhões no Ebitda com baixas contábeis e a HBR Realty assume o controle da Helbor (HBOR3) via OPA, enquanto Neoenergia (NEOE3) e Oncoclínicas (ONCO3) também estão no radar.
Petrobras (PETR4)
A Petrobras produziu em média 3,51 milhões de barris de óleo equivalente por dia no terceiro trimestre, recorde da companhia, com alta de 11,7% sobre um ano antes e de 5,3% frente ao segundo trimestre. O avanço reflete a maior eficiência operacional desde 2018, o ramp-up das plataformas P-78 e P-79 em Búzios e o pico de produção do FPSO Alexandre de Gusmão, em Mero. As vendas de derivados no mercado interno somaram 1,854 milhão de barris por dia, maior volume desde o terceiro trimestre de 2021, e as exportações de petróleo e derivados bateram recorde, com 1,251 milhão de barris por dia.
Raízen (RAIZ4)
A Raízen e empresas do grupo fecharam transação tributária com a PGFN e a Receita Federal envolvendo R$ 22,4 bilhões em débitos, dos quais R$ 16,7 bilhões são de responsabilidade da companhia e R$ 5,7 bilhões dos controladores. Na parcela da Raízen, os descontos sobre multas e juros somam R$ 8,5 bilhões, e o saldo de R$ 8,2 bilhões será quitado com R$ 5,7 bilhões em prejuízos fiscais e R$ 2,5 bilhões à vista. O acordo é uma das condições precedentes do plano de recuperação extrajudicial, e a empresa também divulgou versão atualizada do material apresentado aos credores, com revisão de projeções para a safra 2026/27, sem detalhar os novos números no comunicado.
Cosan (CSAN3)
No âmbito da mesma transação, a Cosan informou que a parcela sob sua responsabilidade econômica soma cerca de R$ 3,2 bilhões em contingências fiscais federais da Raízen, das quais R$ 3 bilhões eram classificadas como risco de perda possível. Após desconto de 63%, o saldo de aproximadamente R$ 1,1 bilhão será liquidado com cerca de R$ 870 milhões em prejuízos fiscais cedidos pela Cosan e R$ 200 milhões em dinheiro. A transação ainda passa por homologação e validação dos créditos fiscais.
Ambev (ABEV3)
O conselho da Ambev aprovou um programa de recompra de até 190 milhões de ações ordinárias, cerca de 4,7% das ações em circulação, com objetivo principal de cancelamento. O programa vai até 28 de abril de 2028, e as aquisições serão feitas com reservas de capital do balanço de 30 de setembro.
Dexco (DXCO3)
A Dexco espera impacto negativo de cerca de R$ 190 milhões no Ebitda do terceiro trimestre, sem efeito caixa, por baixas contábeis não recorrentes ligadas ao fechamento de fábricas em 2026. A maior parte, R$ 172 milhões, vem da reestruturação da divisão de Metais e Louças, enquanto R$ 8 milhões se referem ao fechamento da planta de Urussanga (SC), na divisão de Revestimentos. Os valores ainda passam pelo comitê de auditoria, conselho fiscal e auditoria externa, e o balanço sai em 4 de novembro.
Motiva (MOTV3)
O conselho da Motiva elegeu André Brandão, ex-CEO do Banco do Brasil e do HSBC Brasil, como conselheiro independente, na vaga aberta com a renúncia de Eduardo Bunker Gentil em julho.
Sanepar (SAPR11)
A Sanepar definiu o Consórcio Águas do Paraná como vencedor da licitação de locação de ativos do Sistema de Abastecimento Integrado do Norte do Paraná, com desconto de 3% e aluguel mensal de R$ 9,03 milhões por 20 anos e 6 meses. Em resposta à CVM sobre reportagem com declarações do CEO, a companhia afirmou não haver conversas ou negociações com a Sabesp para parceria ou consórcio. A empresa disse ainda que a aproximação com a GS Inima para água de reúso está em fase inicial, sem instrumento vinculante.
Neoenergia (NEOE3)
A Neoenergia assinou contrato para vender a fatia de 25% que ainda detinha na hidrelétrica Dardanelos a uma empresa controlada por fundos da Itaú Asset, por R$ 93,5 milhões. O acordo prevê também a quitação de um empréstimo de R$ 265,8 milhões da subsidiária Elektro Renováveis à holding do ativo, o que deve antecipar cerca de R$ 400 milhões em caixa. A operação depende de aprovações de Cade, Aneel e financiadores.
Helbor (HBOR3)
A HBR Realty (HBRE3) adquiriu, no leilão da OPA de permuta, 111,3 milhões de ações da Helbor, equivalentes a 83,16% do capital, ao preço final de R$ 2,73 por ação, pagos com 90,8 milhões de ações da própria HBR. Como foram atingidos a quantidade mínima e o quórum para cancelamento de registro, a Helbor deixará o Novo Mercado e a condição de companhia aberta. Os acionistas remanescentes podem vender seus papéis à HBR de 29 de outubro a 28 de novembro.
Oncoclínicas (ONCO3)
A Oncoclínicas cancelou a assembleia de 3 de novembro, convocada a pedido de minoritários, depois que a Justiça Federal suspendeu provisoriamente a decisão da CVM que havia considerado obrigatória a OPA prevista no artigo 39 do estatuto. A liminar foi obtida pelo acionista Josephina III FIP em ação contra a CVM, da qual a companhia não é parte.
Casas Bahia (BHIA3)
Em resposta à CVM sobre reportagem que acusa a varejista de desviar R$ 75 milhões em garantia após o pedido de recuperação judicial, a Casas Bahia disse discordar das alegações do agente fiduciário de debenturistas da 11ª emissão. Segundo a empresa, a garantia cobria a conta vinculada, não os recebíveis via Pix, e os depósitos foram suspensos diante da disputa sobre os efeitos da tutela de urgência. O conselheiro Raphael Oscar Klein também renunciou ao cargo.
Boa Safra (SOJA3)
A Boa Safra aprovou seu quinto programa de recompra, de até 2,89 milhões de ações ordinárias, ou 5% das ações em circulação. As compras podem ser feitas de 15 de novembro de 2026 a 15 de novembro de 2027.
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