Nesta quarta-feira (28), a Sabesp (SBSP3) conclui a incorporação da EMAE, a Localiza (RENT3) obtém registro para emitir R$ 1 bilhão em debêntures e a Motiva (MOTV3) fecha contrato de energia solar com a EDP, enquanto Azzas (AZZA3) e Romi (ROMI3) também estão no radar.
Petrobras (PETR4)
A Petrobras confirmou à CVM que a presidente Magda Chambriard deu entrevista à Reuters em 26 de outubro, na qual classificou como especulativa a queda das ações naquele dia, que seguiu a reeleição do presidente Lula, segundo a reportagem citada pela autarquia. A estatal afirmou que a frase da executiva sobre ser hora de comprar ações foi um comentário geral sobre a conjuntura de mercado. Para a companhia, a entrevista não trouxe informação nova ou material e, por isso, não exigia fato relevante.
Braskem (BRKM5)
Questionada pela B3 sobre reportagem que apontava convergência com credores para um plano com aporte de capital da Petrobras e conversão de dívidas em ações, a Braskem afirmou que as partes ainda não chegaram a acordo sobre os termos finais da reestruturação. A companhia confirmou que o prazo para um acordo de princípios sobre o plano atualizado da recuperação extrajudicial foi prorrogado para 30 de outubro. Segundo a empresa, as propostas trocadas seguem não vinculantes, e o documento não comenta o aporte da Petrobras citado na notícia.
Sabesp (SBSP3)
A Sabesp concluiu a incorporação de ações da EMAE e creditou aos antigos acionistas da companhia 1,3195 ação ordinária da Sabesp para cada ação ordinária ou preferencial da EMAE. Com a operação, o capital social da Sabesp subiu R$ 125,8 milhões, com a emissão de 9,88 milhões de novas ações. Eventuais frações serão agrupadas e vendidas em bolsa, com repasse do valor líquido aos antigos acionistas da EMAE.
Hypera (HYPE3)
A Hypera aprovou novo programa de recompra de até 5 milhões de ações ordinárias, o equivalente a 1,61% das ações em circulação, com prazo de 18 meses, até 27 de abril de 2028. Os papéis devem atender principalmente aos programas de incentivo de longo prazo dos executivos. A companhia também poderá contratar derivativos para proteção (hedge) dessas obrigações.
Localiza (RENT3)
A Localiza obteve o registro automático da oferta de R$ 1 bilhão em debêntures da 49ª emissão, em série única e com fiança da Localiza Fleet, destinada a investidores profissionais. Pelo cronograma atualizado, a coleta de intenções vai até 28 de outubro e a liquidação ocorre no dia 29. O comunicado não informa a remuneração dos papéis.
Motiva (MOTV3)
Controladas da Motiva fecharam contratos de 15 anos com a EDP Renováveis para autoprodução de energia a partir da usina solar Novo Oriente VI, em São Paulo, com 33,7 MW de capacidade instalada. O projeto deve fornecer cerca de 9 MW médios a partir do início de 2027, o equivalente a aproximadamente 15% do consumo anual do grupo. A operação depende de aprovação do Cade, e o comunicado não informa valores.
Azzas 2154 (AZZA3)
Em resposta à CVM sobre reportagens a respeito dos planos de expansão internacional da Farm Rio, a Azzas afirmou que as declarações não representam projeções elaboradas ou aprovadas pela companhia. A empresa reiterou que mantém contatos com potenciais interessados na avaliação de alternativas estratégicas para a marca, mas sem decisão tomada, proposta vinculante ou operação aprovada.
Dexco (DXCO3)
A Duratex Florestal, empresa do grupo Dexco, pediu registro de oferta de R$ 100 milhões em notas comerciais, em série única, destinada a investidores profissionais e com aval da Dexco. A liquidação está prevista para 3 de novembro, e o aviso não detalha a remuneração nem a destinação dos recursos.
Oncoclínicas (ONCO3)
Questionada pela B3 sobre notícia de que o fundo Josephina III, da gestora Centaurus, obteve liminar suspendendo a decisão da CVM que determinou uma OPA de suas ações, a Oncoclínicas disse não ser parte do processo. A companhia afirmou que não foi notificada da decisão e que não dispõe de informações adicionais, já que o tema diz respeito aos seus acionistas.
Romi (ROMI3)
A Romi recebeu notificação de pedido de arbitragem apresentado pela GE Energias Renováveis, com pedidos de indenização estimados pela GE em US$ 20 milhões. A companhia diz que as pretensões não têm fundamento jurídico. Na mesma relação comercial, a Romi cobra judicialmente da GE cerca de R$ 28,3 milhões desde julho.
Boa Safra (SOJA3)
A Boa Safra aprovou seu quinto programa de recompra, de até 2,89 milhões de ações ordinárias, o equivalente a 5% das ações em circulação. As compras poderão ser feitas de 15 de novembro de 2026 a 15 de novembro de 2027, e os recursos disponíveis para o programa somavam R$ 18,5 milhões em junho.
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