As ações da CSN (CSNA3) avançavam 10% às 16h desta sexta-feira (23), cotadas a R$ 5,94, e mais do que compensavam a queda de 5,43% da véspera. A alta ocorre em meio à expectativa pela conclusão da venda da CSN Cimentos, que a própria companhia disse, na terça-feira (20), estar em fase final de negociação. Mesmo com o avanço, os papéis acumulam desvalorização de 33,56% em 2026.
A posição oficial veio em comunicado ao mercado, no qual a CSN negou a informação de que estudava abrir o capital da CSN Cimentos como alternativa à venda e afirmou que o processo competitivo está “em fase final de negociação”. Em 10 de agosto, a CSN informou ter recebido propostas vinculantes pela divisão, dentro do plano de venda de ativos autorizado pelo conselho em janeiro, que busca uma desalavancagem de R$ 15 bilhões a R$ 18 bilhões. Até a tarde desta sexta, a companhia não havia enviado nenhum documento novo à CVM sobre o tema.
Segundo o Valor Econômico, o contrato deve ser assinado em cerca de duas semanas, sem exclusividade, e a disputa está entre a chinesa Huaxin e a Votorantim Cimentos, em consórcio com a italiana Cementir. As propostas foram estimadas entre R$ 11 bilhões e R$ 12 bilhões, abaixo dos cerca de R$ 15 bilhões que Benjamin Steinbruch, hoje presidente do conselho de administração, pretendia obter.
A venda é central para a tese da ação por causa do endividamento. No fim de junho, a dívida líquida consolidada somava R$ 42,1 bilhões, ou 3,49 vezes o Ebitda dos últimos 12 meses. Na mesma terça-feira, a S&P rebaixou a nota da CSN na escala nacional de brA- para brBBB, com perspectiva negativa, e classificou desinvestimentos de maior porte, como o da divisão de cimentos, como fundamentais para aliviar a pressão sobre o caixa. Pelas contas da Genial Investimentos, uma venda por R$ 12 bilhões reduziria a alavancagem para 2,98 vezes, e metade do valor quitaria um empréstimo-ponte de US$ 1,2 bilhão garantido pelos próprios ativos de cimento.
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