As ações da Americanas (AMER3) avançavam 21,44% às 12h15 desta terça-feira (20), cotadas a R$ 7,25. A alta veio depois que a Justiça do Rio de Janeiro decretou, na segunda-feira (19), o fim da recuperação judicial da varejista, três anos e nove meses após o pedido. Com o salto, a valorização dos papéis em 2026 chega a 41,33%.
Na sentença, o juiz Arthur Eduardo Magalhães Ferreira, da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, concluiu que a Americanas quitou todos os compromissos do plano que venciam nos dois anos seguintes à aprovação, homologada em fevereiro de 2024. O pedido de encerramento havia sido feito pela própria empresa em março, com o aval da administração judicial e do Ministério Público fluminense. Além da controladora, o encerramento abrange as subsidiárias B2W Digital Lux, JSM Global e ST Importações, que deixam de levar “em Recuperação Judicial” no nome.
No mesmo despacho, o magistrado derrubou as objeções que ainda estavam pendentes. A principal vinha de credores com títulos em dólar, os chamados bondholders. Eles afirmavam ter recebido menos do que deviam porque seus créditos foram convertidos para reais sem consentimento. O juiz discordou. Segundo ele, esse grupo aprovou o plano em assembleia, aderiu formalmente à forma de pagamento escolhida e não contestou a homologação na época. “Não se pode admitir que o credor se beneficie da modalidade e, depois de receber, conteste o critério que a viabilizou”, afirmou na decisão. Credores que se sentirem lesados ainda podem cobrar o cumprimento do plano ou pedir a falência da empresa, e a sentença pode ser alvo de recurso.
O processo havia sido aberto em janeiro de 2023, com dívidas de cerca de R$ 43 bilhões, poucos dias depois de a varejista revelar um rombo contábil estimado inicialmente em R$ 20 bilhões. Em fato relevante, a Americanas classificou o desfecho como “um marco importante” que “inaugura uma nova etapa de seus negócios”.
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