Os mercados asiáticos fecham nesta segunda-feira (19) em direções mistas, com Hong Kong fechada pelo feriado de Chung Yeung. O Nikkei 225 (Japão) fecha em queda de 0,62%, o Shanghai Composite (China continental) em alta de 0,39% e o Kospi (Coreia do Sul) em alta de 1,76%, aos 5.768,01 pontos, na segunda alta seguida depois de sete quedas consecutivas, enquanto o Taiex (Taiwan) cai 0,61%. O Hang Seng permanece na cotação de sexta-feira (16), quando havia fechado em alta de 0,52%. Na China, o PIB do terceiro trimestre cresceu 4,5% na comparação anual, acima dos 4,4% previstos e dos 4,3% do trimestre anterior, e 1,2% sobre o trimestre anterior, ante 1,1% esperado, mantendo o país perto da meta de 2026, de 4,5% a 5%; em setembro, a produção industrial subiu 5,5% na comparação anual, acima dos 5,4% previstos, e as vendas no varejo subiram 1,1%, contra previsão de 0,5%. Em meio às perdas do mercado acionário, com o CSI 300 em queda de 4,3% e o Star Market 50 em queda de 11% no mês, investidores chineses migram para ações de dividendos, cujo índice de 50 papéis da bolsa de Xangai sobe 2% no período. No petróleo, o Brent e o WTI caem cerca de 2% depois de o presidente americano, Donald Trump, suspender a maior parte das sanções e tarifas sobre a Rússia.
Os mercados europeus operam nesta segunda-feira (19) em queda generalizada, pressionados pela instabilidade política na França. O FTSE 100 (Reino Unido) opera em queda de 1,00%, o DAX (Alemanha) em queda de 1,15% e o CAC 40 (França) em queda de 1,41%, com o Stoxx Europe 600 em queda de cerca de 0,7%. O setor bancário francês lidera as perdas, com BNP Paribas, Société Générale e Crédit Agricole recuando entre 2% e 3%, depois de o país registrar neste fim de semana os maiores protestos em anos, com cerca de 550 mil manifestantes e 2.400 detidos no sábado (17), e de o presidente Emmanuel Macron condenar a violência. O governo busca € 54 bilhões em cortes no orçamento de 2027, e a Assembleia Nacional vota a primeira parte do texto na terça-feira (20); a dívida francesa chegou a € 3,6 trilhões, ou 119% do PIB, no segundo trimestre, e o rendimento do título francês de 10 anos está em 4,892%, ante 3,437% do alemão. A semana traz balanços de EssilorLuxottica, Kering, SAP e BE Semiconductor.
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