As ações da Direcional (DIRR3) recuavam 5,83% por volta das 13h20 desta quinta-feira (15), cotada a R$ 10,98, entre as maiores quedas do Ibovespa. Com o movimento, os papéis acumulam queda de 22,24% em 2026, na contramão do índice, que sobe 28,04% no ano. A reação reflete a prévia operacional do terceiro trimestre, divulgada pela incorporadora na quarta-feira (14).
As vendas líquidas somaram R$ 1,30 bilhão no período, queda de 20,7% em relação ao mesmo trimestre de 2025 e de 21,4% frente ao segundo trimestre. A retração foi mais intensa na Riva, marca voltada à média renda, cujas vendas caíram 38%, para R$ 510,4 milhões. A marca Direcional, focada no Minha Casa, Minha Vida, recuou 3,4%, para R$ 791,1 milhões.
Os lançamentos totalizaram R$ 1,35 bilhão em VGV, 37,1% abaixo do registrado um ano antes. A companhia afirma ter adiado os lançamentos para o fim do trimestre porque as vendas demoraram mais a se concretizar no início do período. Segundo a empresa, a desaceleração veio de eventos regionais, da Copa do Mundo, das férias e de mudanças na aprovação de crédito no setor. Dos dez projetos lançados, oito chegaram ao mercado a partir de 15 de setembro. Com menos tempo para vender as novas unidades, a velocidade de vendas (VSO) caiu para 19%, ante 24% um ano antes. A empresa também citou distratos acima da normalidade.
O destaque positivo foi o caixa: a geração operacional somou R$ 228 milhões no trimestre. Na ótica contábil, foi de R$ 10 milhões, valor que chegaria a R$ 66 milhões com os cerca de R$ 56 milhões em repasses recebidos no início de outubro. A Direcional já tem sete lançamentos previstos para este mês.
O Itaú BBA manteve recomendação equivalente a compra, com preço-alvo de R$ 18, e avaliou que um resultado mais fraco já era esperado. A Genial reiterou compra, com alvo de R$ 19. O Bradesco BBI classificou o trimestre como fraco, mas destacou a geração de caixa.
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