Nesta quinta-feira (15), a Direcional (DIRR3) vê vendas líquidas caírem 21% no trimestre, a Americanas (AMER3) garante R$ 130 milhões com a venda de imóveis e o Assaí (ASAI3) nega estudos para um follow-on, enquanto C&A (CEAB3) e Plano&Plano (PLPL3) também estão no radar.
Azzas 2154 (AZZA3)
A Superintendência-Geral do Cade aprovou sem restrições a reorganização societária da Azzas, que vai separar os negócios da companhia em duas empresas abertas independentes, conforme acordo entre os blocos Birman e Jatahy. A decisão transita em julgado em 15 dias após publicação no Diário Oficial. A operação ainda depende das aprovações do conselho e dos acionistas, além de eventuais condições precedentes.
Telefônica Brasil (VIVT3)
A dona da Vivo aprovou R$ 450 milhões em juros sobre capital próprio, o equivalente a R$ 0,1408 bruto por ação. Têm direito os acionistas posicionados em 26 de outubro, e as ações passam a ser negociadas ex-juros a partir do dia seguinte. O pagamento será feito até 30 de abril de 2027, em data a ser definida, e o valor por ação pode ser ajustado caso haja recompras até a data de corte.
Direcional (DIRR3)
A Direcional lançou R$ 1,35 bilhão em VGV no terceiro trimestre, queda de 37% sobre um ano antes, após concentrar lançamentos na segunda quinzena de setembro. As vendas líquidas recuaram 21%, para R$ 1,3 bilhão, pressionadas por distratos acima do normal. A geração de caixa operacional somou R$ 228 milhões, e em nove meses as vendas líquidas chegam a R$ 4,5 bilhões, praticamente estáveis.
Assaí (ASAI3)
Em resposta a reportagem sobre possíveis ofertas subsequentes de ações, o Assaí afirmou que não há decisão de realizar um follow-on, nem estudos em andamento ou oferta em preparação. Segundo a varejista, avaliações feitas por bancos por iniciativa própria não equivalem a estudos encomendados pela companhia.
Oncoclínicas (ONCO3)
A Oncoclínicas confirmou que o conselho criou, em agosto, um comitê especial independente para apurar atos da administração anterior, incluindo transações com partes relacionadas, despesas de administradores, operações societárias, contratos e investimentos. O comitê é assessorado pela EY e pelo escritório Tozzini Freire, e a empresa diz que ainda não recebeu conclusões. Em resposta à CVM, a companhia informou que as negociações com credores sobre o plano de recuperação extrajudicial seguem em curso e que divulgará fato relevante quando o plano definitivo for apresentado à Justiça.
Americanas (AMER3)
A Justiça da recuperação judicial homologou a venda de imóveis da Americanas no Rio de Janeiro, após não surgirem outros interessados nos processos competitivos. O imóvel de Laranjeiras será vendido à Supermundi por R$ 95 milhões, e os da Tijuca ao FII Antilhas por R$ 34,9 milhões. Concluídas as operações, a varejista receberá cerca de R$ 130 milhões.
C&A (CEAB3)
A C&A aprovou sua 5ª emissão de debêntures, de R$ 500 milhões, com vencimento em outubro de 2029 e remuneração de CDI mais spread de até 0,80% ao ano. Os recursos serão usados no resgate antecipado total das debêntures da 3ª emissão, para alongar prazo e reduzir o custo da dívida.
Plano&Plano (PLPL3)
A Plano&Plano lançou R$ 1,07 bilhão em VGV no terceiro trimestre, metade do registrado um ano antes, mas alta de 29,5% sobre o segundo trimestre. As vendas líquidas caíram 24% na comparação anual, para R$ 775 milhões, com distratos de 25,1% das vendas brutas, ante 8,2% um ano antes. A empresa atribui o salto à maior participação de clientes com renda informal, cujos cancelamentos se concentram no terceiro trimestre.
Even (EVEN3)
A Even lançou dois empreendimentos de alto padrão em São Paulo no terceiro trimestre, com VGV de R$ 590 milhões (R$ 231 milhões na fatia da companhia). As vendas líquidas somaram R$ 185 milhões na parte da Even, com velocidade de vendas de 5%. A incorporadora também entregou um empreendimento de R$ 375 milhões em VGV.
Westwing (WEST3)
A Westwing convocou assembleia para 23 de novembro, a pedido do acionista Oriz Albright FIP, para votar uma redução de capital de R$ 30 milhões com devolução do valor em dinheiro aos acionistas. A administração recomenda a rejeição da proposta.
Melnick (MELK3)
A Melnick lançou R$ 23 milhões em VGV na sua participação no terceiro trimestre. As vendas líquidas caíram 38% sobre um ano antes, para R$ 91 milhões, e acumulam R$ 499 milhões em nove meses, recuo de 17%.
Banco BMG (BMGB4)
A Moody’s Local reafirmou o rating do BMG em A-.br, mas revisou a perspectiva de positiva para estável.
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