Nesta quarta-feira (14), a Petrobras (PETR4) embolsa mais R$ 2,8 bilhões em subvenções aos combustíveis, a Axia reduz sua fatia nas preferenciais da ISA Energia (ISAE4) e o Magazine Luiza (MGLU3) evita confirmar estimativa de ganho com a crise da Casas Bahia, enquanto Vivara (VIVA3) e Mitre (MTRE3) também estão no radar.
Petrobras (PETR4)
A Petrobras assinou com Shell, TotalEnergies e Petrogal, sócias no consórcio BM-S-11A, os acordos de equalização de gastos e volumes das jazidas compartilhadas de Berbigão e Sururu, na Bacia de Santos. Com isso, a estatal vai receber das parceiras cerca de US$ 859 milhões líquidos, a serem pagos até novembro de 2026.
A companhia também recebeu R$ 2,8 bilhões em novas parcelas dos programas de subvenção, sendo R$ 2,3 bilhões referentes ao diesel e R$ 467,7 milhões à gasolina vendidos na primeira quinzena de julho. Com isso, o total recebido nos programas de diesel, gasolina e GLP chega a cerca de R$ 16 bilhões.
B3 (B3SA3)
O volume financeiro médio diário negociado em ações na B3 chegou a R$ 33,4 bilhões em setembro, alta de 45,7% sobre um ano antes e de 10,4% frente a agosto. Nos derivativos, o volume médio diário subiu 24,5% na comparação anual, para 11,5 milhões de contratos, mas a receita média por contrato caiu 13,3%. O número de investidores pessoa física na bolsa avançou 9,2%, para 5,89 milhões.
Cyrela (CYRE3)
A Cyrela lançou R$ 2,86 bilhões (ex-permuta, %CBR) no terceiro trimestre, queda de 16% sobre um ano antes. As vendas líquidas recuaram 14%, para R$ 2,12 bilhões, e a velocidade de vendas (VSO) em 12 meses caiu de 48,9% para 40,3%. Em nove meses, as vendas ficaram estáveis em R$ 6,84 bilhões, enquanto os lançamentos caíram 13%.
Magazine Luiza (MGLU3)
Questionado pela CVM sobre reportagem que atribuía à empresa a estimativa de captar R$ 7 bilhões em vendas com a crise da Casas Bahia, o Magazine Luiza afirmou que não divulga projeções nem dados internos não públicos. A varejista disse ainda que não comenta nem ratifica cálculos feitos por terceiros.
ISA Energia (ISAE4)
A Axia Energia reduziu sua participação na ISA Energia após vender ações preferenciais em bolsa. A elétrica passou a deter 24,77% das preferenciais e 2,24% das ordinárias, o equivalente a 17,14% do capital social, e afirma que a posição tem caráter apenas de investimento.
Sanepar (SAPR11)
A agência reguladora do Paraná (Agepar) abriu consulta pública sobre a atualização da metodologia de reajuste tarifário dos serviços de água e esgoto da Sanepar, em linha com norma de referência da ANA. As contribuições podem ser enviadas até 7 de novembro.
Vivara (VIVA3)
A Fitch atribuiu rating AAA.br à segunda emissão de debêntures da Vivara, no valor de R$ 300 milhões, em série única. A oferta é destinada a investidores profissionais e tem Itaú BBA e Santander como coordenadores.
BRB (BSLI4)
Em resposta à CVM sobre notícia de que o banco negocia R$ 6 bilhões com fundos árabes, o BRB informou que é o controlador, o Governo do Distrito Federal, quem avalia alternativas para reforçar a estrutura patrimonial da instituição. Segundo o banco, não há até o momento ato ou deliberação formal da companhia sobre o tema, sem detalhar valores ou contrapartes.
Mitre (MTRE3)
A Mitre não fez lançamentos no terceiro trimestre e registrou vendas líquidas de R$ 253,7 milhões, com vendas brutas de R$ 276,1 milhões, queda de 11,7% sobre um ano antes. A incorporadora também fechou parceria com a Construtora Basilar para o Casa Parque Cerâmica, em São Caetano do Sul (SP), projeto com VGV estimado de R$ 565 milhões, no qual terá 51%, com lançamento previsto para novembro.
Brisanet (BRST3)
A Brisanet encerrou setembro com 1,18 milhão de acessos móveis, alta de 68,3% em um ano e de 34,3 mil clientes no mês. Na banda larga fixa, a base somou 1,59 milhão de casas conectadas, avanço de 3,3% na comparação anual.
Dotz (DOTZ3)
A Dotz reorganizou a diretoria: Murilo Oranges Teixeira assume como diretor financeiro no lugar de Gustavo Freitas, que passa a diretor executivo, e o CEO Otávio Araujo acumula a área de relações com investidores. Antonio Paulo Conde, ex-CFO do Sem Parar, chega como diretor de crédito, portfólio e riscos.
Heringer (FHER3)
Daniil Bazdyrev renunciou aos cargos de diretor-presidente e vice-presidente do conselho da Heringer. Georgii Grachev foi eleito para o conselho, e o diretor financeiro Fernando Yagura Maeda passa a acumular as funções de diretor-presidente.
Priner (PRNR3)
A Priner detalhou o aumento de capital privado de R$ 100 milhões a R$ 220 milhões, com emissão de 5 milhões a 11 milhões de ações a R$ 20 cada. Têm direito de preferência os acionistas posicionados em 16 de outubro, e a operação depende da aprovação de novo limite de capital autorizado em assembleia marcada para 3 de novembro.
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