Azul (AZUL3) tem aval do Cade para American, B3 (B3SA3) vê BlackRock passar de 10% e SLC (SLCE3) amplia área
Nesta quinta-feira (08), a Azul (AZUL3) obteve aprovação do Cade para o aporte da American Airlines, a BlackRock elevou sua fatia na B3 (B3SA3) acima de 10% e o Grupo Casas Bahia (BHIA3) respondeu à CVM sobre o laudo pericial da sua recuperação judicial. Eneva (ENEV3) e Westwing (WEST3) também estão no radar.
B3 (B3SA3)
A BlackRock informou que passou a deter, em 5 de outubro, 508,4 milhões de ações ordinárias da B3, somando papéis negociados no Brasil e ADRs. A fatia equivale a cerca de 10,075% do capital. A gestora também tem derivativos com liquidação financeira referenciados em cerca de 0,209% das ações e afirma que a participação tem objetivo apenas de investimento, sem intenção de alterar o controle ou a administração.
Eneva (ENEV3)
A Eneva arrematou seis blocos exploratórios na Bacia do Parnaíba, com 100% de participação, no 6º Ciclo da Oferta Permanente da ANP. A área soma 13.983 km², e os bônus de assinatura ofertados totalizaram R$ 1,5 milhão, com programa exploratório mínimo a ser cumprido em seis anos. Os contratos de concessão devem ser assinados até 26 de fevereiro de 2027.
Azul (AZUL3)
O tribunal do Cade aprovou por unanimidade o investimento de US$ 100 milhões da American Airlines na Azul, que será feito por meio do exercício de bônus de subscrição. Com o aporte, a American deve passar a deter cerca de 8% do capital total e votante da companhia. A decisão deve ser publicada nos próximos dias, seguida da implementação de acordos comerciais entre as duas aéreas, que também foram aprovados pelo órgão.
Grupo Casas Bahia (BHIA3)
Em resposta a ofício da CVM sobre notícia publicada na imprensa, a varejista confirmou que o laudo de constatação prévia da sua recuperação judicial foi juntado aos autos em 2 de outubro e que os trechos citados refletem, em linhas gerais, o documento. Entre os pontos levantados pela perita estão a queda de cerca de 40% no estoque dado em garantia a credores e a redução de 4.647 pessoas no quadro em agosto. A companhia afirma que o laudo é preliminar, não foi submetido ao contraditório nem analisado pelo juízo e não representa sua visão, motivo pelo qual não o tratou como fato relevante.
SLC Agrícola (SLCE3)
A SLC Agrícola projeta área plantada de 854,4 mil hectares na safra 2026/27, alta de 2,2% sobre o ciclo anterior. O avanço é puxado pelo algodão de segunda safra, que cresce 12,2% com a ampliação da área irrigada, enquanto a soja sobe 2,9% e o milho de segunda safra recua 2,3%. O custo médio orçado por hectare sobe 2,2%, para R$ 7.217, com câmbio de orçamento de R$ 5,20 por dólar.
Westwing (WEST3)
A Westwing recebeu pedido do acionista Oriz Albright FIP para convocar assembleia extraordinária que delibere uma redução de capital de R$ 30 milhões, com devolução do valor em dinheiro aos acionistas. O fundo argumenta que o capital é excessivo, citando a redução anterior de R$ 60 milhões, implementada em julho, e o caixa de cerca de R$ 108,4 milhões ao fim de junho. O pedido está sob análise do conselho de administração.
Allied (ALLD3)
Os fundos Brasil Investimentos 2015 I e II FIP venderam ações da Allied em bolsa e passaram a deter, juntos, 14,1 milhões de ações ordinárias, ou 14,7% do capital. O comunicado não informa a participação anterior nem o volume vendido. Os fundos afirmam que a operação não visa alterar a estrutura administrativa da empresa.
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