Calculadora TradeMap: Quitação antecipada
Como funciona a calculadora de Quitação antecipada do TradeMap
Ao pedir o valor para quitar um contrato antes do prazo, é comum receber do banco a soma das parcelas que faltam, eventualmente com algum desconto, como se esse total fosse a dívida real. Não é. As parcelas futuras embutem juros que deixam de existir quando o pagamento é antecipado. A calculadora apura quanto efetivamente é devido hoje e compara esse valor com a proposta recebida do banco.
A calculadora calcula o valor presente das parcelas restantes, descontadas pela taxa do próprio contrato, e compara esse valor justo com o montante cobrado pelo banco para a quitação. A ferramenta considera o valor da parcela, o número de parcelas restantes, a taxa do contrato ao mês, o desconto oferecido pelo banco e o rendimento que o dinheiro teria se fosse aplicado. A partir desses dados, devolve o valor justo da quitação, o valor efetivamente cobrado, o desconto mínimo necessário para que a proposta seja justa, a decomposição da soma nominal até o valor justo e a comparação entre quitar a dívida e manter o dinheiro investido enquanto as parcelas são pagas.
Os campos de entrada
Valor da parcela e Parcelas restantes definem o fluxo de pagamentos que ainda falta cumprir, cuja soma simples corresponde à quantia que costuma ser apresentada como saldo devedor.
Taxa do contrato (a.m.) é a taxa de juros mensal da operação, utilizada para trazer as parcelas futuras a valor presente. É a taxa do próprio contrato que determina quanto de juros está embutido em cada parcela e, portanto, quanto é eliminado com a antecipação do pagamento.
Desconto oferecido pelo banco é o abatimento proposto sobre a soma nominal das parcelas, utilizado para calcular o valor efetivamente cobrado e compará-lo com o valor justo da quitação.
Rendimento do seu dinheiro (a.a.) é a taxa que o valor disponível para a quitação poderia render caso, em vez de quitar a dívida, fosse mantido investido. Esse campo é usado na simulação da alternativa de continuar pagando as parcelas.
O valor justo pelo Código de Defesa do Consumidor
A quantia devida na quitação antecipada não corresponde à soma nominal das parcelas, mas ao valor presente dos pagamentos futuros. O artigo 52, § 2º, da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, o Código de Defesa do Consumidor, assegura ao consumidor a liquidação antecipada do débito, total ou parcialmente, mediante redução proporcional dos juros e demais acréscimos.
Como cada parcela futura incorpora juros referentes ao período até o vencimento, antecipar o pagamento elimina os juros correspondentes ao tempo que deixou de transcorrer. É justamente essa redução que a calculadora apura. Por isso, um desconto calculado sobre a soma nominal pode ser enganoso, já que incide sobre um valor que inclui juros que não deveriam permanecer na dívida após a antecipação.
O desconto mínimo para a proposta ser justa
A calculadora transforma a diferença entre a soma nominal das parcelas e o valor justo em um percentual, que representa o desconto mínimo necessário para que a proposta do banco corresponda ao valor efetivamente devido. Esse percentual depende das características do contrato, como valor da parcela, prazo restante e taxa de juros, e não da oferta apresentada pelo banco.
Quando o desconto oferecido fica abaixo desse patamar, a proposta permanece acima do valor justo, e a calculadora mostra quanto ainda seria necessário reduzir. Quando o desconto alcança ou supera o mínimo calculado, a ferramenta indica que a proposta está no valor justo ou abaixo dele.
Quitar ou manter o dinheiro investido
Mesmo diante de uma proposta justa, ainda existe uma segunda decisão: usar o dinheiro disponível para quitar a dívida ou mantê-lo investido e continuar pagando as parcelas. A calculadora simula os dois caminhos, aplicando o valor que seria usado na quitação à taxa de rendimento informada e retirando dessa aplicação o valor de cada parcela até o fim do contrato.
Ao final, se ainda houver dinheiro na aplicação, esse montante representa a diferença a favor da alternativa de manter o investimento. A comparação depende principalmente da relação entre a taxa do contrato e o rendimento líquido obtido pela aplicação. Em geral, quanto maior o custo do crédito em relação ao retorno do investimento, maior tende a ser a vantagem financeira da quitação.
A simulação não desconta o Imposto de Renda sobre os rendimentos da aplicação alternativa. Por isso, o resultado da comparação pode ser ligeiramente mais favorável à opção de manter o dinheiro investido do que seria em uma situação real.
Simule a quitação antecipada do seu contrato, conheça as demais calculadoras disponíveis e explore o novo portal do TradeMap.
Link da calculadora de Quitação antecipada: Quitação antecipada | TradeMap
Link de outras calculadoras: Calculadoras financeiras e trabalhistas | TradeMap
Link do novo portal: TradeMap — notícias, cotações e ferramentas financeiras
Para acompanhar mais notícias do mercado financeiro, baixe ou acesse o TradeMap.