Bradesco (BBDC4) paga R$ 3,8 bi em JCP, Iguatemi (IGTI11) levanta R$ 876 mi e Petrobras (PETR4) recebe R$ 1 bi
Nesta quinta-feira (01), o Bradesco (BBDC4) anuncia juros sobre capital próprio intermediários, a Iguatemi (IGTI11) fecha a venda de participações em cinco shoppings e a Petrobras (PETR4) recebe novas parcelas da subvenção aos combustíveis; Assaí (ASAI3) e Paranapanema (PMAM3) também estão no radar.
Bradesco (BBDC4)
O conselho do Bradesco aprovou R$ 3,8 bilhões em juros sobre capital próprio intermediários, equivalentes a R$ 0,3424 por ação ON e R$ 0,3766 por ação PN. Têm direito os acionistas posicionados em 13 de outubro, com as ações passando a ser negociadas “ex” a partir de 14 de outubro, e o pagamento ocorre até 30 de abril de 2027. Em outro comunicado, o banco informou que leiloará na B3, nesta sexta-feira (02), as sobras do aumento de capital: 1,5 milhão de recibos ON e 14,6 milhões de recibos PN, com preços mínimos de R$ 15,43 e R$ 17,64, respectivamente.
Iguatemi (IGTI11)
A Iguatemi concluiu a venda ao fundo imobiliário TRX Real Estate (TRXF11) de participações em cinco ativos, entre eles 36% do Iguatemi Alphaville e 35,55% do Praia de Belas. A operação soma R$ 876,1 milhões. Desse total, R$ 569,5 milhões foram quitados no fechamento (R$ 219 milhões em dinheiro e R$ 350,5 milhões compensados com cotas do fundo subscritas pela companhia), e o restante será pago em duas parcelas corrigidas pelo CDI ao longo de dois anos. A empresa seguirá na administração dos empreendimentos.
Petrobras (PETR4)
A Petrobras recebeu cerca de R$ 1,03 bilhão em novas parcelas dos programas de subvenção econômica, sendo R$ 601,5 milhões referentes ao diesel e R$ 423,7 milhões à gasolina vendidos na segunda quinzena de junho. Com os repasses, o valor acumulado recebido pela estatal nos programas de diesel, gasolina e GLP chega a aproximadamente R$ 13,3 bilhões.
Assaí (ASAI3)
A Superintendência-Geral do Cade aprovou sem restrições a compra de 12,0134% das ações ordinárias da Sendas Distribuidora, dona do Assaí, por fundos e por Everton Muffato. Segundo a companhia, a aprovação não altera por si só o controle nem a composição da administração. A decisão se torna definitiva em 15 dias após a publicação, caso o Tribunal do Cade não avoque o caso.
Minerva (BEEF3)
O Japão firmou acordo sanitário com a Argentina para importar carne bovina desossada e maturada do norte do país vizinho. A Minerva, que tem seis plantas de abate na Argentina, vê potencial para ampliar destinos de exportação, mas o início das vendas depende de inspeções e da habilitação das unidades pelas autoridades japonesas.
C&A (CEAB3)
O Morgan Stanley informou ter atingido participação de 5,1% das ações ordinárias da C&A, o equivalente a 15,8 milhões de papéis. O banco declarou não ter intenção de alterar o controle ou a estrutura administrativa da varejista.
Paranapanema (PMAM3)
A Paranapanema, em recuperação judicial, concluiu o acordo com os credores do chamado Acordo Global e liquidou uma dívida de R$ 4,27 bilhões. Cerca de R$ 3,94 bilhões foram extintos com desembolso de R$ 100 milhões em recursos novos, e o saldo de R$ 327,4 milhões será pago apenas com a monetização de créditos judiciais em até 36 meses. A companhia afirma que, somados outros acordos de 2026, já liquidou mais de R$ 5,1 bilhões em passivos.
Neoenergia (NEOE3)
A Neoenergia concluiu a reorganização de seus ativos de transmissão com o fundo Unique Power, ligado ao GIC. A companhia passou a deter 51% da Neoenergia Transmissão e assumiu o controle da empresa, antes compartilhado com o sócio. O comunicado não informa valores da transação.
Desktop (DESK3)
Transitou em julgado a decisão do Cade que aprovou sem restrições a compra, pela Claro, de cerca de 72,8% do capital da Desktop. O fechamento ainda depende de outras condições previstas no contrato, e a data definitiva não foi informada.
JSL (JSLG3)
A JSL elegeu Eduardo Nauck como CFO e diretor de Relações com Investidores a partir de 1º de outubro. Ele substitui Guilherme Sampaio, que acumulava os cargos e passa a se dedicar apenas à presidência executiva.
Tecnisa (TCSA3)
Os acionistas da Tecnisa aprovaram o grupamento de ações na proporção de 10 para 1, reduzindo a base de 73,6 milhões para 7,4 milhões de papéis. O objetivo é recolocar a cotação acima de R$ 1, conforme exige o regulamento da B3.
OSX (OSXB3)
A Justiça do Rio de Janeiro homologou, via cram down, o plano de recuperação judicial da OSX aprovado pelos credores em agosto. A decisão, ainda não publicada segundo a companhia, determina o início dos pagamentos previstos no plano.
Unicasa (UCAS3)
A Unicasa contratou financiamento de R$ 50 milhões com o BNDES, por meio do Santander, no programa Brasil Soberano. A taxa é de CDI menos 1,15% ao ano, com carência de 12 meses e amortização semestral até outubro de 2031.
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