CSN (CSNA3) e CSN Mineração (CMIN3) caem após corte nas projeções de produção de minério para 2026
As ações da Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) e de sua controlada CSN Mineração (CMIN3) operam em queda nesta terça-feira (29), após as empresas revisarem para baixo as projeções da operação de minério de ferro em 2026. Por volta de 12h, CSNA3 recuava 10,18%, a R$ 5,38, na liderança das perdas do Ibovespa. CMIN3 caía 3,96%, a R$ 4,85.
Em fatos relevantes divulgados antes da abertura do pregão, a CSN Mineração informou que decidiu reduzir temporariamente a produção de minério de baixa qualidade na planta de beneficiamento a seco do complexo de Pires, em Ouro Preto (MG). Segundo a companhia, a decisão reflete um cenário de mercado “mais apertado e pressionado pela alta do custo de frete”.
Com a medida e a expectativa de menores compras de minério de terceiros, a projeção de volume de produção e compras de terceiros para 2026 passou de 45 milhões a 47 milhões de toneladas para 39 milhões a 41 milhões de toneladas. A estimativa de custo caixa C1, que mede o gasto operacional por tonelada produzida, subiu da faixa de US$ 22 a US$ 23,50 para US$ 25 a US$ 26 por tonelada. No ponto médio, as revisões representam queda de cerca de 13% no volume e alta de aproximadamente 12% no custo.
A mineradora afirmou que a redução pode ser revertida a qualquer momento, desde que as condições de mercado voltem a garantir margens melhores para esse tipo de minério. A empresa disse ainda que manterá o mercado informado sobre a retomada das atividades. A CSN, como controladora, publicou fato relevante próprio com as mesmas informações.
Com a queda desta terça, CSNA3 acumula desvalorização de cerca de 39,82% em 2026 e de 33,08% em 12 meses. CMIN3 recua aproximadamente 7,03% no ano e 5,50% em 12 meses, segundo dados do TradeMap.
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