Ásia termina o dia em queda com Kospi liderando perdas; Europa opera mista à espera de Lagarde
Os mercados asiáticos fecham nesta segunda-feira (28) majoritariamente em queda, com China continental e Coreia do Sul de volta à operação normal após os feriados da semana passada. O Nikkei 225 (Japão) fecha em queda de 0,73%, o Shanghai Composite (China continental) em queda de 1,67% e o Kospi (Coreia do Sul) em queda de 2,70%; o Hang Seng (Hong Kong) destoa e fecha em alta de 0,54%. Na China continental, a queda foi puxada por uma forte liquidação em ações de tecnologia: o CSI 300 caiu para o menor nível em 13 meses, e o índice de semicondutores Star Market 50 desabou, em meio à alta do petróleo acima de US$ 100 o barril, depois de os Estados Unidos rejeitarem uma proposta iraniana sobre o Estreito de Ormuz, a juros elevados dos títulos americanos e ao receio de que Pequim libere a compra de chips da Nvidia por empresas chinesas, pressionando fabricantes locais. Na Coreia, o pregão foi marcado por forte volatilidade intradiária: o Kospi chegou a subir mais de 2% na abertura, rompendo os 7.100 pontos, mas devolveu os ganhos ao longo do dia em meio a um giro de negociação enfraquecido, na mínima do ano.
Os mercados europeus operam nesta segunda-feira (28) em direções mistas, com viés levemente positivo. O FTSE 100 (Reino Unido) opera em alta de 0,28%, o CAC 40 (França) em alta de 0,19% e o DAX (Alemanha) praticamente estável, com leve queda de 0,02%. A agenda econômica do dia é esvaziada de indicadores duros, concentrando-se em falas institucionais a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, discursa mais tarde, assim como o membro do comitê de política monetária do Banco da Inglaterra, Dave Ramsden. Nos títulos soberanos, o rendimento do Bund alemão de 10 anos segue perto de 3,64% e o da França em torno de 4,77%, com o prêmio de risco entre os dois papéis ainda próximo de 112 pontos-base, no mesmo patamar elevado observado na sexta-feira. No comércio internacional, Estados Unidos e China publicaram hoje listas de produtos para possíveis cortes tarifários recíprocos, movimento que pode pressionar exportadores europeus de carne suína e laticínios, já que a União Europeia aplica tarifas antidumping chinesas sobre suínos desde dezembro.
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