Yduqs (YDUQ3) bate recorde histórico de taxa de aluguel após anunciar fusão com a Afya
A taxa média de aluguel das ações da Yduqs (YDUQ3) atingiu 40,68% nesta quinta-feira (24), a maior de sua história, segundo dados do TradeMap. O nível é cerca do dobro dos picos anteriores da série e veio um dia depois de a companhia assinar, na noite de quarta-feira (23), a fusão com a Afya (AFYA), listada na Nasdaq. No mesmo dia, o papel fechou cotado a R$ 11,18.
A operação será feita por troca de ações, com a incorporação da Afya pela Yduqs, que seguirá listada no Novo Mercado da B3. Cada ação da Afya será trocada por 6,408347 ações da Yduqs, e os acionistas da Afya ficarão com 69% da nova companhia, contra 31% dos acionistas da Yduqs. A proposta embute um prêmio de 45% sobre o preço médio de 30 dias da Yduqs antes das notícias sobre o negócio, de R$ 7,72. Além disso, a Yduqs poderá distribuir R$ 750 milhões em dividendos até o fechamento, o equivalente a R$ 2,94 por ação e a um dividend yield de cerca de 38%. Segundo JPMorgan e Itaú BBA, a relação de troca favorece os acionistas da Yduqs em cerca de 6%.
Com base nos números dos 12 meses até o 2T26, a empresa combinada teria receita líquida de R$ 9,4 bilhões, Ebitda ajustado de R$ 3,6 bilhões, 926 mil alunos de graduação, 176 campi em todos os 26 estados e 5,9 mil vagas anuais de medicina. As companhias estimam sinergias de R$ 2 bilhões a R$ 2,2 bilhões em valor presente líquido, com cerca de 80% capturadas em até três anos, e a alavancagem deve cair de 1,6x para 1,2x dívida líquida/Ebitda no pró-forma. A alemã Bertelsmann será a maior acionista, com 47,3% do capital e maioria no conselho, e Virgilio Gibbon, atual CEO da Afya, assumirá o comando da nova empresa.
O negócio ainda depende de aprovação em assembleias e do Cade, com prazo limite para conclusão em 31 de março de 2028. Para o JPMorgan, não há problema concorrencial em âmbito nacional, mas Ji-Paraná (RO), Rio de Janeiro (RJ) e Teresina (PI), onde a fatia combinada passa de 45%, podem exigir desinvestimentos.
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