Calculadora TradeMap: Juros compostos
Como funciona a calculadora de Juros compostos do TradeMap
Projetar quanto um investimento vale no futuro exige capitalizar não apenas o valor inicial, mas também cada aporte mensal feito ao longo do caminho, e essa conta não se resolve de cabeça. A calculadora faz essa projeção e separa o quanto do resultado veio do dinheiro depositado e o quanto veio do rendimento.
A calculadora capitaliza um valor inicial e uma sequência de aportes mensais a uma taxa de juros composta ao longo de um prazo em meses. Parte do valor inicial, do aporte mensal, da taxa de juros, da periodicidade dessa taxa e do prazo em meses, converte a taxa para a base mensal quando necessário, e devolve o total investido, os juros acumulados no período e o valor final da aplicação.
Os campos de entrada
Valor inicial é o montante aplicado no começo da simulação, que rende desde o primeiro mês.
Aporte mensal é o valor depositado a cada mês ao longo de todo o prazo, somado ao total investido e capitalizado a partir do momento em que entra.
Taxa de juros e Período da taxa formam a taxa de rentabilidade da aplicação, que pode ser informada ao mês ou ao ano. A calculadora exibe a equivalência entre as duas bases, de modo que o usuário vê a taxa mensal e a taxa anual correspondentes qualquer que seja a periodicidade escolhida.
Prazo (meses) é a duração da simulação, sempre contada em meses, e define tanto quantas capitalizações ocorrem quanto quantos aportes são feitos.
O que diferencia os juros compostos
Nos juros compostos, o rendimento de cada período passa a fazer parte da base de cálculo do período seguinte, de modo que os juros incidem sobre o valor inicial e também sobre os juros já acumulados. É por isso que o crescimento deixa de ser linear e se acentua com o passar do tempo, e é também por isso que a calculadora separa o total investido dos juros acumulados, permitindo enxergar qual parcela do valor final saiu do bolso do investidor e qual foi produzida pela capitalização.
A conversão entre taxa anual e mensal
Uma taxa anual já traz embutido o efeito de doze meses rendendo um sobre o outro. Por isso a taxa mensal correspondente não é a taxa anual repartida em doze pedaços iguais, e sim aquela que, aplicada mês após mês e sempre sobre o saldo já corrigido pelos meses anteriores, chega ao fim do ano exatamente no patamar da taxa anual informada. Dividir a taxa anual por doze atribui a cada mês um rendimento maior do que o devido, porque trata o ano como se fosse a simples soma de doze parcelas independentes e desconsidera que parte do ganho anual vem justamente do acúmulo de um mês sobre o outro. O mesmo raciocínio explica o caminho inverso, quando o usuário informa a taxa mensal e a calculadora exibe a taxa anual equivalente, sempre maior do que a multiplicação da taxa mensal por doze, porque incorpora o rendimento que cada mês produz ao longo do restante do ano.
Quando o aporte começa a render
A calculadora credita cada aporte ao fim do mês, o que significa que o valor depositado só passa a render a partir do mês seguinte. Essa é uma convenção conservadora, que evita superestimar o resultado ao supor que o dinheiro rendeu desde o primeiro dia do mês em que foi aplicado.
O que o resultado não considera
A projeção trabalha com valores nominais e não desconta a inflação do período, portanto o valor final não representa poder de compra equivalente ao de hoje. Também não aplica imposto de renda, de modo que o resultado corresponde ao rendimento bruto, antes da tributação que incidiria sobre um produto financeiro real.
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