Petrobras (PETR3;PETR4) e PRIO (PRIO3) caem com petróleo em baixa na Super Quarta
As ações das petroleiras ampliam as perdas nesta quarta-feira (16/09). Por volta das 13h30, a Petrobras caía 2,92% (PETR3) e 2,36% (PETR4), enquanto a Prio (PRIO3) liderava as perdas do setor de petróleo na B3, com baixa de 3,73%. O Ibovespa, por sua vez, recuava apenas 0,04%, aos 186.436 pontos, no mesmo horário, o que reforça que o movimento está concentrado no setor de petróleo, e não no mercado como um todo.
A queda das petroleiras acompanha um recuo mais acentuado do petróleo Brent, principal referência de preços para o setor. Por volta das 13h30, o contrato futuro era negociado a US$ 105,65 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), recuo de 2,85% no dia. Petrobras e PRIO são historicamente os ativos brasileiros mais correlacionados ao comportamento da commodity, e a reação de hoje segue esse padrão de forma consistente, com a PRIO, mais exposta ao preço do petróleo do que a própria Petrobras, sentindo o movimento de forma um pouco mais intensa.
O pano de fundo do dia é a chamada Super Quarta, que reúne decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos em direções opostas. O Copom anuncia a nova taxa Selic às 18h30, com o mercado precificando um corte de 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano, no quinto ajuste consecutivo do atual ciclo de flexibilização monetária. Já o Federal Reserve divulga sua decisão à tarde, com o mercado atribuindo probabilidade superior a 90% a uma alta de 0,25 ponto, para a faixa entre 3,75% e 4,00% ao ano, o que marcaria o primeiro aumento de juros do banco central americano desde 2023. A expectativa por esse par de decisões simultâneas e divergentes tende a elevar a cautela dos investidores ao longo de todo o pregão, reduzindo o apetite por ativos de maior risco e por commodities antes dos anúncios, um contexto que ajuda a explicar por que a pressão sobre o setor de petróleo não vem isolada hoje.
O gráfico abaixo mostra a variação intradiária de cada ativo até as 13h30, evidenciando como o movimento das petroleiras supera tanto a queda do Brent quanto a do Ibovespa no dia.
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