Ibovespa sobe 0,54% com Petrobras (PETR4) antes da Super Quarta; Vale recua
O Ibovespa recuperou parte das perdas da véspera e fechou esta terça-feira (15) em alta de 0,54%, aos 186.502,64 pontos, com ganho de 1.001,76 pontos. Em uma sessão de liquidez mais baixa, investidores evitaram grandes movimentos antes das decisões de juros do Federal Reserve e do Copom nesta quarta-feira (16).
O petróleo voltou a ganhar força no exterior e deu sustentação à Petrobras, enquanto a Vale (VALE3) recuou com a queda do minério de ferro. O noticiário político e os desdobramentos no Supremo Tribunal Federal também permaneceram no radar.
Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank, destaca que o mercado já está se posicionando para as decisões dos bancos centrais.
“O mercado já se posiciona para a Super Quarta, com expectativa de alta de juros pelo Fed e de corte da Selic pelo Copom”, afirma.
Petrobras (PETR4) dispara e sustenta o Ibovespa
A Petrobras (PETR4) avançou 3,09%, acompanhando a nova valorização do petróleo internacional. A Prio (PRIO3) também se beneficiou do movimento e ganhou 2,77%.
O petróleo Brent chegou a superar US$ 108 durante a sessão, em meio às preocupações com o abastecimento no Oriente Médio. O avanço da commodity mantém aceso o alerta para seus efeitos sobre a inflação global.
“O petróleo continua subindo, mantendo a preocupação com inflação, enquanto o minério de ferro recuou”, explica Bresciani.
A Vale (VALE3) seguiu na direção contrária e caiu 1,17%, pressionada pela baixa do minério de ferro.
Entre os bancos, o desempenho foi misto. Itaú Unibanco (ITUB4) avançou 0,76%, enquanto Banco do Brasil (BBAS3) caiu 0,36%, Bradesco (BBDC4) perdeu 0,71% e Santander (SANB11) recuou 0,99%.
Varejo reforça expectativa para o Copom
No cenário doméstico, as vendas no varejo recuaram 0,8% em julho, frustrando as expectativas e reforçando os sinais de desaceleração da economia brasileira.
“Durante a noite, os dados de atividade da China também vieram, de forma geral, mais fracos”, acrescenta Bresciani.
A atenção, porém, está concentrada na Super Quarta. A expectativa é de direções opostas para os juros nas duas maiores decisões do dia: alta nos Estados Unidos e corte da Selic no Brasil.
“Mais do que as decisões em si, os comunicados serão importantes para entender os próximos passos dos bancos centrais”, afirma o analista do Andbank.
Cotação do dólar hoje
- Dólar comercial: alta de 0,14%, a R$ 5,154.
A moeda americana teve uma variação contida diante da cautela dos investidores antes das decisões de política monetária.
Maiores altas e baixas
Entre os destaques positivos do pregão ficaram SLC Agrícola (SLCE3) e Petrobras (PETR3; PETR4), beneficiada pela disparada do petróleo. Prio (PRIO3) também avançou 2,77%.
Na ponta negativa, Vale (VALE3) caiu 1,17%. Hapvida (HAPV3) perdeu 1,34%, Santander (SANB11) recuou 0,99% e Bradesco (BBDC4) cedeu 0,71%.
Fechamento das bolsas americanas
Wall Street terminou no vermelho na véspera da decisão do Fed. A alta do petróleo e dos rendimentos dos Treasuries aumentou a cautela dos investidores, com o rendimento dos títulos de dez anos novamente acima dos 5% durante a sessão.
- Dow Jones: queda de cerca de 0,9%;
- S&P 500: baixa de cerca de 0,5%;
- Nasdaq: recuo de cerca de 0,8%.
No Brasil, além da Super Quarta, os desdobramentos no STF e seus possíveis reflexos políticos permanecem no radar.
“Com eventos relevantes concentrados nesta semana, o mercado tende a permanecer mais travado até quarta-feira. As pesquisas eleitorais continuam influenciando os preços da bolsa, mas podem ganhar ainda mais peso depois das decisões de juros”, diz Bresciani.
O Ibovespa chega à Super Quarta aos 186 mil pontos, dividido entre a força da Petrobras, a desaceleração da atividade doméstica e a expectativa pelas sinalizações de Fed e Copom.
A última cotação do Ibovespa, referente ao pregão de segunda-feira (14), foi de 185.500,88 pontos, com queda de 0,91%.




















