Os 8 pontos principais do plano de reestruturação da Volkswagen
BERLIM, 3 Set (Reuters) – O conselho de supervisão da Volkswagen aprovou um plano abrangente de reestruturação denominado “Plano Futuro 2030”, que, segundo o grupo, é essencial para restaurar a competitividade e garantir o futuro da empresa.
Veja os principais detalhes do plano apresentado pelo grupo, que vem enfrentando dificuldades diante da queda na demanda e da crescente concorrência da China.
CORTES DE EMPREGOS
Como parte do plano, o grupo afirma que precisará cortar mais 50 mil postos de trabalho, incluindo cargos de gestão, o que praticamente dobra o número atual de demissões em todo o grupo.
REESTRUTURAÇÃO DE FÁBRICAS
A VW afirma que não pode garantir futuras alocações de produção para suas fábricas em Emden, Zwickau, Hannover e Neckarsulm no período de 2031 a 2034, e que estão sendo avaliados usos alternativos para essas instalações.
A empresa afirma que suas fábricas europeias têm atualmente mais de 500 mil unidades de excesso de capacidade.
Leia também O plano, a maior reestruturação nos 89 anos de história da Volkswagen, prevê a busca por alternativas para quatro fábricas alemãs que não têm planos concretos de produção para a próxima década Avaliada de R$ 800 milhões, a operação havia sido anunciada em março e inclui as marcas locais Yoki e KitanoConselho da Volkswagen aprova reestruturação e sinaliza cortes de 50 mil empregos
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REESTRUTURAÇÃO DE LINHA
O grupo pretende reduzir sua linha de modelos em cerca de 50% e diminuir a complexidade em cerca de 75% até 2035, para se concentrar em um número menor de modelos de maior volume e alcançar maiores economias de escala. A VW adaptará plataformas, sistemas eletrônicos e sistemas de assistência ao motorista às necessidades tanto do hemisfério ocidental quanto do oriental.
METAS FINANCEIRAS
A VW afirma que pretende vender 9 milhões de veículos por ano e tem como meta uma margem operacional de 9% até 2030, em comparação com 3,8% no primeiro semestre de 2026.
Um programa de eficiência em todo o grupo terá como objetivo reduzir custos, simplificar procedimentos e aumentar a produtividade.
AMÉRICA DO NORTE E NA CHINA
O grupo se concentrará em seus segmentos de mercado mais lucrativos na América do Norte. Ele está se adaptando às novas expectativas de crescimento na China e buscará expandir as exportações para o Sul Global.
INVESTIMENTO
O grupo planeja investir um valor na casa dos bilhões nos próximos anos para fortalecer marcas, aprimorar tecnologia e tornar o grupo mais competitivo.
O plano inclui 135 bilhões de euros em despesas de capital e investimentos em pesquisa e desenvolvimento entre 2027 e 2031.
MUDANÇAS ORGANIZACIONAIS
O grupo planeja estruturas de gestão mais horizontais, tomada de decisão mais ágil e uma estrutura organizacional mais simples, que reduzirá o número de empresas e participações que possui em cerca de um terço. Um sistema unificado de desempenho e bônus para executivos promoverá a prestação de contas.
REAÇÃO DOS SINDICATOS
Representantes dos trabalhadores afirmam apoiar o plano, mas ressaltam que o ônus não deve recair apenas sobre os funcionários. Eles enfatizam a necessidade de desenvolver perspectivas futuras para todas as fábricas e preservar o maior número possível de empregos.
(Por James Mackenzie)


















