Morgan Stanley eleva Multiplan e rebaixa Plano & Plano em guinada para shoppings
O Morgan Stanley adota uma postura mais defensiva no setor imobiliário brasileiro e reforça a preferência por shoppings em vez de construtoras, diante da maior incerteza eleitoral, fiscal e macroeconômica.
A casa elevou a recomendação da Multiplan (MULT3) de neutro para compra e rebaixou a Plano & Plano (PLPL3) de compra para venda. Para Cyrela (CYRE3) e MRV (MRVE3), manteve classificação neutra, mas reduziu os preços-alvo de R$ 29 para R$ 28 e de R$ 8 para R$ 7, respectivamente. Para a Plano & Plano, o preço-alvo caiu de R$ 17 para R$ 7,50.
Por volta das 11h20, os papéis da Multiplan subiam 3,33%, a R$ 30,41, enquanto os da Plano & Plano recuavam 4,07%, a R$ 7,30.
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A tese central é que os shoppings oferecem maior visibilidade de fluxo de caixa, receitas indexadas à inflação, ativos estabilizados e caminhos mais claros para monetização, enquanto as construtoras dependem mais de execução futura, demanda, juros, estoque, recebíveis e custos de construção.
O Morgan Stanley destaca que os shoppings negociam atualmente a apenas 0,6 a 0,8 vez o valor patrimonial líquido (P/NAV), enquanto uma parcela maior do valor das construtoras depende da geração de valor futuro. Nesse cenário, a casa vê melhor relação entre risco e retorno nos ativos com fluxos de caixa mais previsíveis.
Multiplan (MULT3) e Iguatemi (IGTI11)
Para a Multiplan, as estimativas foram mantidas, e a ação é negociada com uma taxa interna de retorno (TIR) desalavancada de 15%. Já a Iguatemi (IGTI11), que também tem recomendação “overweight”, continua sendo a ação preferida do Morgan Stanley no setor imobiliário brasileiro.
Plano & Plano (PLPL3)
A casa ressalta que a recomendação de venda para a Plano & Plano é uma posição relativa, e não uma visão negativa sobre o segmento de habitação de baixa renda. O rebaixamento reflete principalmente os riscos de resultados, a baixa liquidez da ação e a existência de alternativas com melhor relação risco-retorno.





















