Ásia e Europa mistas, com apetite por tecnologia na Ásia e pressão inflacionária vinda do PPI europeu
Os mercados asiáticos fecham nesta quinta-feira (3) em direções mistas. O Nikkei 225 (Japão) fecha em queda de 0,17%, o Hang Seng (Hong Kong) em queda de 0,39%, o Shanghai Composite (China continental) em alta de 0,02% e o Kospi (Coreia do Sul) em alta de 0,26%. A China rejeitou formalmente as críticas do G20 sobre seu desequilíbrio comercial, afirmando não haver necessidade de desvalorizar o yuan e pedindo que os países deficitários cortem gastos; Pequim disse “lamentar profundamente” a falta de consenso sobre a linguagem do comunicado do grupo.
Já em Hong Kong, dados do programa Stock Connect mostraram que investidores da China continental concentraram compras líquidas recordes em ações de tecnologia ligadas a inteligência artificial em agosto com destaque para MiniMax, Alibaba e Tencent, aproveitando a queda de 4,3% do índice Hang Seng Tech no mês, ao mesmo tempo em que venderam papéis de bancos e seguradoras estatais.
Os mercados europeus operam nesta quinta-feira (3) em direções mistas no início do pregão. O FTSE 100 (Reino Unido) opera em alta de 0,24%, o DAX (Alemanha) em queda de 0,09% e o CAC 40 (França) em queda de 0,27%. O motor do dia segue sendo a liquidação global de títulos soberanos, com destaque para a França: o leilão de OAT de 10 anos saiu a um rendimento de 4,23%, ante 3,86% no leilão anterior, em meio a impasse político e deterioração fiscal no país fator que ajuda a explicar o desempenho mais fraco do CAC 40 frente aos pares. O PPI da zona do euro em julho veio bem acima do esperado, em alta de 5,8% na comparação anual, ante 4,6% no mês anterior, reforçando as expectativas de juros mais altos pelo Banco Central Europeu.
No radar corporativo, a Legrand (LEGD.PA) subiu depois que o Deutsche Bank elevou a recomendação da ação para compra e o preço-alvo para 160 euros, com a Morgan Stanley também citando o papel como “top pick” do setor de bens de capital na Europa. Já a Danieli & C (DAN.MI) recuou depois que a Kepler Cheuvreux retirou o papel de sua lista de principais recomendações italianas e cortou a projeção de Ebitda anual em 10%, para 447 milhões de euros, antes da divulgação de resultados prevista para 25 de setembro.
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