Durigan: É preciso fazer mais ajuste fiscal, trajetória tem gradualidade
O porta-voz econômico da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dario Durigan, admitiu, em debate na GloboNews na noite desta terça-feira, 1, que é preciso fazer mais em termos de ajuste fiscal, mas afirmou que foi recebido em 2022 um orçamento “fake” para 2023 e foi construído um caminho para o superávit duradouro.
“É evidente que precisa fazer mais. Tanto que a nossa trajetória projetada para os próximos anos já foi apresentada para o Congresso. Nós temos uma trajetória de 0,5% no ano que vem, 1% em 2028 e 1,5% em 2029”, disse Durigan em debate com a coordenadora de economia do candidato Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques, e o coordenador do plano de governo do candidato Ronaldo Caiado (União), Roberto Brant.
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Ele defendeu que a equipe econômica está trabalhando com equilíbrio. “Todo esse debate tem que ser feito à luz do dia. Não teve nenhuma medida que o governo fez, mesmo em ano de eleição, diferente dos governos anteriores, em que a gente não busca estabelecer com gradualidade essa trajetória.”
Sobre o atual patamar da taxa de juros, ele afirmou que “de fato é um problema que o País vive”. “A taxa de juros hoje está descalibrada.” Questionado sobre a relação da taxa com as despesas obrigatórias, ele respondeu: “Tem relação, mas não é uma relação simples. Veja, nós estamos diminuindo o impulso fiscal que o País tem em 2024, 2025, 2026, e o compromisso é seguir diminuindo o gasto obrigatório para a gente ir saneando o orçamento brasileiro”.
Durigan também saiu em defesa da continuidade da revisão de benefícios tributários, com previsibilidade e estabilidade institucional. Disse ainda que a inflação está sob controle, apesar de estar próxima do teto da meta. “Em 2022, o último ano do governo anterior, a inflação chegou a dois dígitos. Ano de guerra. Agora, a inflação está abaixo de 4,50%”, defendeu. “Tem que tratar do déficit? Tem que tratar do déficit. Nós vamos fazer a nossa parte, com equilíbrio fiscal, para atacar esse problema”, completou.
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