B3 (B3SA3): BBI corta projeções, mas vê ação atrativa e mantém recomendação de compra
O Bradesco BBI reiterou recomendação de compra para ações da B3 (B3SA3), mesmo após reduzir as projeções dos volumes negociados em Bolsa, citando o valuation atrativo do papel. O banco, porém, reduziu o preço-alvo de R$ 21 para R$ 20.
Segundo cálculos dos analistas Marcelo Mizrahi e Renato Chanes, a ação negocia a 12,3 vezes o lucro estimado (P/L) para 2027 e oferece dividend yield projetado de 9%, mantendo-se entre as preferências do BBI no setor.
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A dupla acredita que os principais riscos negativos já parecem refletidos no preço, enquanto uma queda dos juros mais rápida que o esperado pode estimular os fluxos para a bolsa, elevar os volumes negociados e favorecer a alavancagem operacional.
Mesmo sem considerar ganhos de margem antes dos impostos, o BBI prevê que cada aumento de R$ 1 bilhão no volume médio negociado (ADTV) possa elevar o lucro líquido de 2027 em aproximadamente 0,6%. Considerando também os benefícios de alavancagem operacional, a melhora dos volumes poderia gerar potencial de alta entre 1% e 8% nas estimativas de lucro.
BBI corta projeções da B3
O Bradesco BBI reduziu suas projeções para os volumes negociados na B3 após incorporar os resultados do segundo trimestre de 2026 e a desaceleração recente do mercado. O volume financeiro médio diário (ADTV) foi revisado para R$ 32,5 bilhões em 2026 e 2027, ante R$ 36,1 bilhões e R$ 43 bilhões, respectivamente.
O banco também cortou a estimativa de contratos negociados por dia (ADV) de 11,8 milhões para 11 milhões em 2026 e de 12,6 milhões para 11,8 milhões em 2027. Com a menor expectativa de receitas do mercado, a projeção de receita bruta caiu 2% para 2026 e 6% para 2027.
Apesar disso, o BBI elevou as estimativas de resultado financeiro e incorporou o efeito da venda de um ativo realizada no segundo trimestre. Com isso, a projeção de lucro antes dos impostos ficou praticamente estável em 2026, mas recuou 8% em 2027.
Para o lucro líquido, o banco estima alta de 2% em 2026, para R$ 6,4 bilhões, e queda de 4% em 2027, para R$ 6,6 bilhões. A revisão para 2026 considera também o impacto da antecipação de pagamentos extraordinários de juros sobre capital próprio (JCP), que reduz a alíquota efetiva de tributação.



















