Made in the USA: visitamos a operação que responde por 75% do resultado da Gerdau

Pouco mais de 40 quilômetros separam o AT&T Stadium, no subúrbio de Dallas, da siderúrgica de Midlothian, controlada pelo conglomerado brasileiro Gerdau. É uma paisagem que dificilmente poderia ser mais americana. Estradas largas e impecáveis. Caminhonetes gigantes da RAM, da GM e da Ford. Outlets com seus estacionamentos a perder de vista. Redes de fast-food como McDonald’s, Taco Bell e Chick-fil-A. Bandeiras enormes dos Estados Unidos tremulando numa manhã quente de verão. A reportagem da EXAME visitou o Texas para entender o que explica os números superlativos da Gerdau por lá. Segundo o último resultado trimestral, de agosto, 74% do Ebitda (o lucro antes de impostos e amortizações) da companhia brasileira veio dos Estados Unidos. Em 2017, a fatia era de apenas 19%. Os números atuais são resultado de uma estratégia bem-sucedida levada a cabo na última década — e que inclui até o investimento em camarotes na Copa do Mundo.
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