Responsáveis por vazamentos de GTA 6 exigem mídia física. A Rockstar vai aceitar?
O grupo responsável pelos vazamentos de Grand Theft Auto VI (GTA 6) rebateu a Rockstar Games em poucas horas na quarta-feira. Reiterou a exigência por discos físicos e acusou o estúdio de se fazer de vítima.
CyberLeek, conta que lidera a campanha de vazamentos, publicou sua resposta no X. O posicionamento reacendeu um conflito que se arrasta desde junho.
Rockstar envia mensagem aos fãs, mas evita questão dos discos físicos de GTA 6
A Rockstar rompeu uma semana de silêncio hoje (26) com uma carta aberta à sua comunidade. O estúdio classificou os vazamentos como desanimadores para sua equipe e pediu desculpas aos fãs pela longa espera.
“Dizer que ver vídeos da jogabilidade de Grand Theft Auto VI vazarem desta forma foi desanimador para nossa equipe seria um eufemismo, e obviamente não era assim que queríamos que você visse o jogo após todo esse tempo.”
Rockstar Games, comunicado
A nota completa da Rockstar agradece aos apoiadores, confirma o lançamento para 19 de novembro e alerta que spoilers podem prejudicar a experiência pretendida pelo estúdio.
No entanto, não cita discos nem menciona CyberLeek. Esse silêncio motivou a resposta, que retratou o estúdio como o agressor e não como a parte prejudicada.
Rockstar are trying to act like the victims here.
— CyberLeekOfficial (@DaRealCyberLeek) August 26, 2026
Do they really think that we'll forget how they're trying to scam the whole community?
Where's the discs @RockstarGames?
We're done with your games
We will not stop fighting for our rights.
We deserve it to own what we buy. https://t.co/zGvhwrihfd
O grupo divulga vídeos em lotes diários desde 18 de agosto. As demandas incluem discos prensados para pré-vendas e uma opção offline para o modo single-player.
Também pede o fim do que chama de expansões single-player artificiais, ou seja, conteúdos já presentes nos arquivos do jogo, mas bloqueados até que o jogador pague novamente. CyberLeek afirma que não vai parar até que as produtoras se desculpem e prometam mudanças.
Por que cresce o debate sobre posse dos jogos?
A Rockstar confirmou em junho que as cópias físicas conterão apenas um código para download em vez de disco. Compradores recebem, portanto, uma licença e não o produto físico. Strauss Zelnick, CEO da Take-Two, declarou para analistas em 7 de agosto que discos já não fazem sentido para os consumidores.
Enquanto isso, o setor segue pelo mesmo caminho. A Sony vai interromper a fabricação de discos de jogos em janeiro de 2028. Um abaixo-assinado por discos de PlayStation já reuniu centenas de milhares de assinaturas.
Mesmo assim, o movimento em defesa da preservação se manifesta contrariamente. A campanha Stop Killing Games, que defende o acesso contínuo aos jogos adquiridos, rejeita totalmente o uso de vazamentos.
“Usar meios ilegais para defender uma causa é inaceitável para nós e não protege nosso direito de continuar usando o que pagamos.”
Stop Killing Games, comunicado
O fator financeiro também complica o protesto. CyberLeek comercializa espaço para anúncios nos vídeos vazados. Marcas interessadas devem enviar 400 Monero (XMR), cerca de US$ 172 mil, apenas para iniciar a negociação.
O valor não garante inserção, apenas uma resposta. A criptomoeda está cotada perto de US$ 431. Separadamente, a memecoin promovida por CyberLeek valorizou 1.400% na semana passada.
A Take-Two perde valor de mercado desde que a campanha de vazamentos começou.
O Netflix exibe uma prévia estendida de GTA 6 na quinta-feira, e a Rockstar espera que imagens oficiais retomem o foco. Se a estratégia conterá os vazamentos ou apenas ampliará a audiência dos grupos críticos ficará claro nos próximos dias.
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