Taxas dos DIs caem em dia de recuo dos rendimentos dos Treasuries e do petróleo

SÃO PAULO, 25 Ago (Reuters) – As taxas dos DIs fecharam a terça-feira em baixa, acompanhando o recuo dos rendimentos dos Treasuries e do petróleo no exterior, com investidores deixando de lado as novas sanções anunciadas pelos Estados Unidos contra o Irã.
No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,8%, com queda de 8 pontos-base ante o ajuste de 13,883% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,44%, com queda de 7 pontos-base ante o ajuste de 14,506%.
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Os investidores globais mantiveram nesta terça-feira o Oriente Médio no radar, após os EUA ampliarem as sanções econômicas ao Irã, ameaçando excluir do sistema financeiro baseado em dólar os países que continuarem a negociar com Teerã.
Em reação, o Irã classificou como “flagrante ilegalidade” a aplicação de sanções pelos EUA e afirmou ter discutido com Omã uma proposta para um “corredor de navegação temporário conjunto” pelo Estreito de Ormuz, além de um plano para remover as minas do local. Circulam pelo estreito cerca de 20% do petróleo e do gás comercializados no mundo.
Apesar do cenário ainda turbulento, os rendimentos dos Treasuries cederam durante todo o dia, em movimento influenciado pelo recuo do petróleo Brent, para abaixo dos US$90 o barril, e pela perspectiva de uma recompra maior de títulos por parte do Tesouro norte-americano.
Na última quinta-feira, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que o governo norte-americano poderia aumentar ainda mais suas recompras de títulos, após um anúncio surpresa na quarta-feira de que o órgão gastaria o dobro do valor previsto anteriormente na aquisição de papéis.
Tecnicamente, ao recomprar títulos, o Tesouro gera uma pressão de baixa para os rendimentos dos Treasuries.
Às 16h37, o rendimento do Treasury de dez anos –referência global para decisões de investimento– caía 7 pontos-base, a 4,637%.
O alívio na curva de juros norte-americana nesta terça-feira influenciou o recuo das taxas dos DIs no Brasil, onde o mercado seguia apostando em novo corte em setembro da Selic, hoje em 14,00%.
Na última sexta-feira — atualização mais recente — a precificação das opções de Copom negociadas na B3 indicava 86% de chance de corte de 25 pontos-base da Selic no próximo mês, contra 14,9% de manutenção da taxa básica. Para o encontro seguinte, em novembro, a precificação indicava 42,1% de probabilidade de novo corte de 25 pontos-base e 40,1% de chance de manutenção.
Durante o dia, a Receita Federal informou que a arrecadação do governo teve alta real (descontada a inflação) de 8,97% em julho sobre igual mês do ano anterior, para R$289,346 bilhões — um recorde para o mês na série histórica iniciada em 1995.
Na manhã de quarta-feira o destaque será a divulgação do IPCA-15 de agosto, indicador considerado uma espécie de prévia da inflação brasileira, além dos números do Produto Interno Bruto (PIB) e do índice PCE nos Estados Unidos.
























