Justiça decreta falência da Oi pela segunda vez

A Primeira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) decretou, por unanimidade, nesta terça-feira (25), a falência da Oi. O advogado Bruno Rezende foi nomeado administrador judicial da companhia. A decisão retoma um processo que já havia levado à decretação de falência da operadora em novembro de 2025, então suspensa após recurso apresentado por bancos credores, entre eles Itaú e Bradesco, que devolveu a empresa ao seu segundo processo de recuperação judicial.
A relatora do caso, desembargadora Mônica Maria Costa Di Piero, já havia se posicionado contra os recursos dos bancos, mas um pedido de vista do desembargador Augusto Alves Moreira Junior, em junho, impediu a conclusão do julgamento até esta terça-feira. Também constavam na pauta recursos da V.tal e do UMB Bank, representante de credores da Oi, contra decisões da primeira instância, a 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.
A operadora chega à nova decretação com dívida superior a R$ 44 bilhões, patrimônio líquido negativo de R$ 22,6 bilhões e cerca de 164 mil credores. Em petição recente, a administração judicial já havia informado à Justiça que a companhia corria o risco de ficar sem caixa para cobrir despesas essenciais ao fim de agosto, quadro agravado por obstáculos na venda de ativos estratégicos, como a Oi Soluções e a participação detida na V.tal.
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