SÃO PAULO, 18 Ago (Reuters) – As taxas dos DIs fecharam a terça-feira próximas da estabilidade, com leves oscilações negativas e positivas, enquanto os agentes monitoravam o noticiário geopolítico externo, diante das novas tensões no Oriente Médio e a cena doméstica.
No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,965%, ante o ajuste de 14,003% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,78%, ante o ajuste de 14,74%.
Segundo o estrategista-chefe e sócio da EPS Investimentos, Luciano Rostagno, o mercado de renda fixa se equilibrou entre duas forças ao longo da sessão. De um lado, os dados recentes do IBC-Br, que mostraram atividade econômica mais fraca, o que, por sua vez, fizeram pressão baixista nas taxas curtas. Do outro, o cenário geopolítico externo e o quadro fiscal doméstico pressionam as taxas para cima, principalmente na ponta longa.
“Tem todos esses vetores operando nos DIs, por isso a curva acabou ficando um pouco de lado”, disse Rostagno.
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Bancos figuraram entre as maiores pressões negativas, conforme permanecem preocupações sobre o cenário de crédito no país
No exterior, o Irã afirmou que adotará uma postura militar “totalmente ofensiva”, uma vez que os esforços para negociar um fim definitivo à guerra com os Estados Unidos estagnaram, disse uma autoridade iraniana de alto escalão à Reuters.
A notícia afastou as chances de um acordo de paz no Oriente Médio, o que pressionou os preços do petróleo Brent, que fecharam acima dos US$90 o barril.
Nesse contexto, as preocupações sobre inflação aumentaram , fazendo os rendimentos dos títulos de 30 anos nos Estados Unidos, o mercado de títulos mais importante do mundo em termos sistêmicos, atingirem seu nível mais alto desde 2007.
A tendência altista para a renda fixa também foi observada no Japão, onde as taxas de 10 anos operaram em patamar próximo a 3%, o maior em três décadas. Na Europa, o rendimento dos títulos alemães de 10 anos atingiu o nível mais alto desde 2011, enquanto os rendimentos dos papéis franceses estavam no nível mais alto desde 2009 e taxas dos títulos britânicos de 30 anos se aproximaram dos picos atingidos em maio, que marcaram os níveis mais altos desde 1998.
Na quarta-feira, os agentes irão acompanhar a divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve.