A busca das empresas brasileiras por crédito registrou crescimento de 9,2% no acumulado dos últimos 12 meses até junho, segundo o Indicador de Demanda das Empresas por Crédito da Serasa Experian.
Na comparação entre junho de 2026 e o mesmo mês de 2025, a demanda por crédito das empresas cresceu 6,6%.
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Na análise por porte, as micro e pequenas empresas (MPEs) registraram variação de 9,2% em 12 meses, a mais elevada entre os grupos analisados. Na sequência, aparecem as grandes empresas (7,8%) e as médias (7,4%).
Já na comparação entre os meses de junho de 2025 e 2026, as grandes empresas registraram a maior variação (10,0%), seguidas pelas micro e pequenas empresas (6,6%) e pelas médias empresas (6,2
Na análise por setores, a “Agropecuária” apresentou o maior crescimento interanual (14,8%), seguida por “Serviços” (12,0%), “Indústria” (4,1%) e “Comércio” (2,1%).
Para a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, o comportamento do indicador reflete um ambiente econômico que segue desafiador para as empresas. Em nota, ela afirmou que a demanda por crédito das empresas segue em um patamar elevado, mesmo em um ambiente de juros ainda restritivos e de desaceleração da atividade econômica.
“Esse comportamento evidencia que o crédito continua desempenhando um papel importante na sustentação das operações das empresas, especialmente para atender necessidades de capital de giro e gestão do fluxo de caixa. Entre as micro e pequenas empresas, essa necessidade tende a ser ainda mais evidente, diante dos desafios de equilibrar recebimentos, pagamentos e preservar a liquidez do negócio”, explicou.
A economista-chefe da datatech reforça a maior dependência desse grupo em relação ao financiamento bancário para administrar o capital de giro, equilibrar o fluxo de caixa e manter a operação em um ambiente ainda marcado por custo financeiro elevado. “Ao mesmo tempo, o mercado de crédito continua operando com maior cautela do lado da oferta”, disse.
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Camila destacou que o ambiente de inadimplência ainda elevado leva as instituições financeiras a manterem critérios mais rigorosos na concessão, mesmo com iniciativas recentes de apoio, como programas lastreados por fundos garantidores, que ajudam a ampliar o acesso ao crédito em modalidades como capital de giro. “Esses instrumentos contribuem para dar tração às concessões, mas não alteram o fato de que o custo do crédito permanece pressionado por um ambiente de juros ainda elevados”, completa a economista-chefe da datatech.
Na análise por Unidades Federativas (UFs), a procura empresarial por crédito apresentou crescimento em praticamente todo o país ao longo dos últimos 12 meses. As maiores variações foram registradas em Mato Grosso do Sul (23,3%), Roraima (21,9%) e Paraíba (17,3%). Na sequência, também se destacaram Amazonas (16,5%) e Tocantins (13,6%). Na outra ponta, os menores resultados foram observados no Rio de Janeiro (-0,4%), Espírito Santo (3,3%) e Pernambuco (5,0%).