Ibovespa abre em queda em meio ao impasse no Estreito de Ormuz e a divulgações de balanços
O Ibovespa abre nesta segunda-feira (17) em queda de 0,17%, aos 166.652 pontos, em meio à escalada do impasse entre Estados Unidos e Irã pela reabertura do Estreito de Ormuz: o presidente Donald Trump ameaçou bombardear Omã caso o país “se intrometa” nos planos americanos para a via marítima, enquanto o fim do cessar-fogo de 60 dias firmado em junho e novos ataques houthis no Mar Vermelho sustentam a alta do petróleo e o prêmio de risco geopolítico. No Brasil, a campanha eleitoral começou oficialmente no fim de semana, com Lula e Flávio Bolsonaro empatados no segundo turno segundo pesquisa Quaest, enquanto o IBC-Br recuou 0,64% em junho, um pouco pior do que o esperado, e o Boletim Focus manteve a inflação de 2026 em 5,02%.
No radar corporativo, a Petrobras (PETR4) anunciou a identificação de hidrocarbonetos no poço Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas, dentro da Margem Equatorial brasileira, a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá a descoberta ainda está em estágio inicial, sem confirmação sobre viabilidade comercial, e os papéis avançam 0,55% no pregão. Já a Casas Bahia (BHIA3) teve o pedido de recuperação judicial aprovado pelo conselho após prejuízo líquido de R$ 10 bilhões no segundo trimestre e o anúncio do fechamento de 298 lojas; a ação despenca 25,76% no pregão e voltou a leilão. O Santander (SANB11) detalhou os termos da oferta pública para troca das ações do Santander Brasil por BDRs ou ADSs, na proporção de 0,2028 BDR/ADS por ação ON ou PN e 0,4056 por unit, com conclusão prevista para o primeiro semestre de 2027; o papel sobe 0,37% no pregão.
Já a Cosan (CSAN3) registrou lucro líquido consolidado de R$ 187 milhões no segundo trimestre, revertendo prejuízo de R$ 568 milhões um ano antes, favorecido por menor despesa tributária e melhora do resultado financeiro; a ação registra queda 3,63% no pregão. Já o Banco do Brasil (BBAS3) teve o lucro projetado para 2026 e 2027 reduzido pelo Citi, que manteve recomendação neutra e passou a monitorar catalisadores negativos para a ação; os papéis cedem 0,65%. Por fim, a XP rebaixou o Grupo Mateus (GMAT3) de compra para neutra, com novo preço-alvo de R$ 5,00 para o fim de 2027, citando ventos macroeconômicos adversos sobre o consumo; a ação recua 3,27% no pregão.
Por volta das 10h56, as listas das maiores altas e baixas eram dominadas por:
Altas
• Magalu (MGLU3): +6,14%
• Cogna (COGN3): +3,79%
• Ultrapar (UGPA3): +2,98%
Baixas
• CSN Mineração (CMIN3): -4,15%
• Cosan (CSAN3): -3,63%
• Marfrig (MBRF3): -3,48%
Confira a evolução do Ibovespa:
*Até o dia 17/08 às 10h56
• Segunda-Feira (17): -0,17%
• Na semana*: -0,17%
• Em agosto*: -6,37%
• No 3°tri./26*: -3,12%
• Em 12 meses*: +22,23%
• Em 2026*: +3,43%
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