Ibovespa fecha em forte baixa com inflação e impasse em Ormuz
O Ibovespa fechou o pregão desta terça-feira (11) em forte queda de 2,50%, aos 167.875 pontos. A sessão foi marcada pela repercussão do IPCA acima das expectativas e da ata do Copom, além das incertezas no cenário internacional.
No cenário doméstico, os investidores repercutiram a divulgação do IPCA, que avançou 0,07% em julho, acima da expectativa de 0,03%, mas desacelerou frente à alta de 0,16% em junho. Em 12 meses, a inflação acumulou 4,44%, também acima da projeção de 4,40%. Além disso, a ata do Copom reforçou uma postura cautelosa do Banco Central, destacando que os próximos passos da política monetária dependerão da evolução dos dados, especialmente da inflação e do nível de atividade, em meio às expectativas inflacionárias ainda desancoradas e às incertezas fiscais.
No cenário internacional, os investidores acompanharam a continuidade das tensões no Oriente Médio, em meio à perda de expectativa por um acordo entre Estados Unidos e Irã. Teerã afirmou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado enquanto os Estados Unidos não mudarem sua postura e aceitarem as condições iranianas para o fim da guerra. As tensões na região também permaneceram elevadas após novos ataques a embarcações, incluindo uma ação dos houthis contra um navio saudita em Bab el-Mandeb.
No setor de petróleo, as ações encerraram o pregão majoritariamente em queda. A Prio (PRIO3) recuou 3,25%, seguida pela PetroReconcavo (RECV3), com queda de 3,17%. As ações ordinárias da Petrobras (PETR3) caíram 1,44%, enquanto as preferenciais (PETR4) perderam 1,35%. Na contramão, a Brava Energia (BRAV3) avançou 0,81%.
No setor bancário, as ações dos principais bancos encerraram o pregão majoritariamente em queda. O Itaú Unibanco (ITUB4) recuou 3,51%, enquanto o Banco do Brasil (BBAS3) caiu 3,74% e o Bradesco (BBDC4) perdeu 2,27%. Na contramão do setor, o Santander Brasil (SANB11) avançou 0,92%.
Entre os destaques do pregão, a CSN Mineração (CMIN3) liderou as altas do Ibovespa, com avanço de 2,02%, seguida por Natura (NATU3), com 1,49%, Marfrig (MBRF3), com 1,38%, Santander Brasil (SANB11), com 0,92%, e Brava Energia (BRAV3), com 0,81%.
Na ponta negativa, Usiminas (USIM5) liderou as perdas, com queda de 7,54%, seguida por BTG Pactual (BPAC11), com 5,79%, Raia Drogasil (RADL3), com 5,68%, Hapvida (HAPV3), com 4,95%, e Cosan (CSAN3), com 4,93%.
As listas das maiores altas e baixas da carteira do Ibovespa ficaram assim:
Altas
• CSN Mineração (CMIN3): +2,02%
• Natura (NATU3): +1,49%
• Marfrig (MBRF3): +1,38%
• Santander (SANB11): +0,92%
• Brava Energia (BRAV3): +0,81%
Baixas
• Usiminas (USIM5): -7,54%
• BTG (BPAC11): -5,79%
• RaiaDrogasil (RADL3): -5,68%
• Hapvida (HAPV3): -4,95%
• Cosan (CSAN3): -4,93%
Confira a evolução do IBOV no fechamento de hoje (11/08):
• Segunda-Feira (10): -0,19%
• Terça-Feira (11): -2,50%
• Na semana: -2,69%
• Em agosto: -5,69%
• No 3°tri./26: -2,41%
• Em 12 meses: +23,78%
• Em 2026: +4,19%
EUA
Os principais índices de Nova York encerraram o dia em queda:
• Dow Jones: -0,34%
• Nasdaq: -0,60%
• S&P 500: -0,32%
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