Ibovespa sobe com indicadores do Brasil e dos EUA
O Ibovespa fechou o pregão desta quinta-feira (30) em alta de 1,88%, aos 177.159 pontos, impulsionado pelos dados do mercado de trabalho brasileiro e por indicadores econômicos dos Estados Unidos.
No cenário doméstico, os investidores repercutiram os dados do mercado de trabalho brasileiro. A taxa de desemprego ficou em 5,4% no trimestre encerrado em junho, em linha com as expectativas do mercado e abaixo dos 6,1% registrados no trimestre anterior. O resultado refletiu a continuidade da melhora no mercado de trabalho, com avanço da população ocupada e redução do contingente de desocupados.
No cenário internacional, os investidores acompanharam a divulgação da primeira estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos, que cresceu 1,5% em taxa anualizada no segundo trimestre, abaixo da expectativa do mercado, de 2,1%. Além disso, o índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE), medida de inflação acompanhada pelo Federal Reserve (Fed), recuou 0,1% em junho, enquanto o núcleo avançou 0,1%, abaixo da projeção de 0,2%, reforçando a percepção de uma inflação mais comportada. No Oriente Médio, os investidores também seguiram atentos às negociações entre Irã e Omã sobre a gestão do Estreito de Ormuz, que ajudaram a reduzir parte das preocupações com a oferta global de petróleo, apesar da manutenção dos ataques entre Estados Unidos e Irã.
No setor de petróleo e mineração, as ações encerraram o pregão em alta, mesmo com a queda da commodity no mercado internacional. As ações ordinárias da Petrobras (PETR3) avançaram 2,19%, enquanto as preferenciais (PETR4) subiram 2,00%. A Prio (PRIO3) registrou alta de 2,65%, a PetroReconcavo (RECV3) ganhou 2,23% e a Vale (VALE3) avançou 1,39%.
No setor bancário, as ações dos principais bancos encerraram o pregão sem direção única. O Itaú Unibanco (ITUB4) liderou os ganhos entre os grandes bancos, com alta de 2,20%, seguido pelo Banco do Brasil (BBAS3), que avançou 1,97%. O Bradesco (BBDC4) também fechou no campo positivo, com valorização de 0,22%, enquanto o Santander Brasil (SANB11) destoou do setor e recuou 1,48%, pressionado pela repercussão negativa de seu resultado do segundo trimestre de 2026.
Entre as maiores altas do Ibovespa, Marfrig (MBRF3) liderou os ganhos do índice, com valorização de 7,80%. Na sequência, apareceram Totvs (TOTS3), com alta de 5,74%; Cogna (COGN3), que avançou 5,48%; Magazine Luiza (MGLU3), com ganho de 5,46%; Cury (CURY3), que subiu 5,37%; e Motiva (MOTV3), com alta de 5,16%.
Na ponta negativa, a Usiminas (USIM5) liderou as perdas do índice ao recuar 9,25%. Também encerraram o pregão em baixa CSN (CSNA3), com queda de 4,81%; CSN Mineração (CMIN3), que cedeu 4,35%; Brava Energia (BRAV3), com recuo de 2,07%; Azzas 2154 (AZZA3), que perdeu 1,80%; e Santander Brasil (SANB11), com baixa de 1,48%.
As listas das maiores altas e baixas da carteira do Ibovespa ficaram assim:
Altas
• Marfrig (MBRF3): +7,80%
• Totvs (TOTS3): +5,74%
• Cogna (COGN3): +5,48%
• Magalu (MGLU3): +5,46%
• Cury (CURY3): +5,37%
Baixas
• Usiminas (USIM5): -9,26%
• CSN (CSNA3): -4,81%
• CSN Mineração (CMIN3): -4,35%
• Brava Energia (BRAV3): -2,07%
• Azzas (AZZA3): -1,80%
Confira a evolução do IBOV no fechamento de hoje (30/07):
• Segunda-Feira (27): +0,74%
• Terça-Feira (28): +0,70%
• Quarta-Feira (29): -1,52%
• Quinta-Feira (30): +1,88%
• Na semana: +1,79%
• Em julho: +2,98%
• No 3°tri./26: +2,98%
• Em 12 meses: +32,22%
• Em 2026: +9,95%
EUA
Os principais índices de Nova York encerraram o dia em alta:
• Dow Jones: +1,19%
• Nasdaq: +2,78%
• S&P 500: +1,66%
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