Ibovespa cai com tarifaço dos EUA e novas ameaças do Irã
O Ibovespa encerrou o pregão desta quinta-feira (16) em queda de 1,24%, aos 173.825 pontos, em uma sessão marcada pela confirmação da tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e pela continuidade das tensões entre Estados Unidos e Irã.
No cenário doméstico, o mercado repercutiu a confirmação da tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros, com vigência a partir de 22 de julho. Apesar da ampliação da lista de exceções, incluindo itens como café, carne bovina, laranja, hidróxido de alumínio, sucata de ferro e aço, medicamentos e insumos farmacêuticos, o governo norte-americano afirmou que esses produtos foram poupados por serem considerados essenciais para evitar desabastecimento e impactos sobre a economia dos Estados Unidos.
No cenário internacional, as atenções permaneceram voltadas para os desdobramentos do conflito entre Estados Unidos e Irã. O governo iraniano ampliou as ameaças de bloquear rotas estratégicas para o transporte de petróleo e gás, além do Estreito de Ormuz, em resposta à intensificação dos bombardeios norte-americanos e à manutenção do bloqueio naval na região.
No cenário microeconômico, os papéis do setor bancário encerraram o pregão majoritariamente em queda. O Itaú Unibanco (ITUB4) liderou as perdas do segmento, com recuo de 1,37%, seguido pelo Bradesco (BBDC4), que caiu 1,02%, e pelo Santander (SANB11), com baixa de 0,63%. Na contramão, o Banco do Brasil (BBAS3) avançou 1,02%.
No setor de petróleo, as ações encerraram o pregão em baixa. Os papéis da Petrobras recuaram, com as ações ordinárias (PETR3) caindo 1,96% e as preferenciais (PETR4) perdendo 1,73%. A Prio (PRIO3) também fechou no campo negativo, com queda de 1,24%, enquanto a PetroReconcavo (RECV3) encerrou estável.
Entre as maiores altas do Ibovespa, destaque para CSN Mineração (CMIN3), que avançou 4,01%, seguida por Ultrapar (UGPA3), com valorização de 2,86%, e Vibra (VBBR3), que ganhou 1,84%. Também figuraram entre os destaques positivos Cogna (COGN3), com alta de 1,33%, Vamos (VAMO3), que subiu 1,28%, e BB Seguridade (BBSE3), com avanço de 1,16%.
Na ponta negativa, Braskem (BRKM5) liderou as perdas do índice, com recuo de 4,84%. Na sequência apareceram Cury (CURY3), que caiu 4,40%, e Eneva (ENEV3), com baixa de 3,71%. Também registraram desempenho negativo Localiza (RENT3), que perdeu 3,69%, Usiminas (USIM5), com queda de 3,66%, e C&A (CEAB3), que recuou 3,48%.
As listas das maiores altas e baixas da carteira do Ibovespa ficaram assim:
Altas
• CSN Mineração (CMIN3): +4,01%
• Ultrapar (UGPA3): +2,86%
• Vibra (VBBR3): +1,84%
• Cogna (COGN3): +1,33%
• Vamos (VAMO3): +1,28%
Baixas
• Braskem (BRKM5): -4,84%
• Cury (CURY3): -4,40%
• Eneva (ENEV3): -3,71%
• Localiza (RENT3): -3,69%
• Usiminas (USIM5): -3,66%
Confira a evolução do IBOV no fechamento de hoje (16/07):
• Segunda-Feira (13): -1,20%
• Terça-Feira (14): +0,51%
• Quarta-Feira (15): -0,36%
• Quinta-Feira (16): -1,24%
• Na semana: -2,27%
• Em julho: +1,05%
• No 3°tri./26: +1,05%
• Em 12 meses: +28,27%
• Em 2026: +7,88%
EUA
Os principais índices de Nova York encerraram o dia em queda:
• Dow Jones: -0,20%
• Nasdaq: -1,47%
• S&P 500: -0,51%
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