Ibovespa fecha em baixa após corte da Selic e repercussão do acordo entre EUA e Irã
O Ibovespa encerrou o pregão desta quinta-feira (18) em queda de 0,10%, aos 168.278 pontos, acumulando a quinta sessão consecutiva no campo negativo. O desempenho refletiu a repercussão da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) e a continuidade das incertezas em torno da implementação do acordo firmado entre Estados Unidos e Irã para encerrar os conflitos no Oriente Médio.
No cenário internacional, o acordo de paz entre Washington e Teerã foi formalizado na véspera, prevendo a reabertura do Estreito de Ormuz, a suspensão gradual de sanções ao Irã e medidas voltadas à reconstrução econômica da região. Apesar do avanço diplomático, questionamentos sobre a implementação de alguns pontos do acordo mantiveram as incertezas em relação aos seus efeitos práticos e à estabilidade do cenário geopolítico.
No plano doméstico, o mercado seguiu repercutindo a decisão do Banco Central, que reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano. O comunicado destacou que os próximos passos da política monetária dependerão da evolução da inflação e da atividade econômica. Em nota, a autoridade monetária avaliou que o ambiente internacional permanece desafiador, mesmo após a redução das tensões no Oriente Médio, enquanto, no cenário interno, ressaltou a resiliência da atividade econômica e do mercado de trabalho, além da persistência das pressões inflacionárias.
No cenário microeconômico, o setor petrolífero apresentou desempenho positivo. As ações da Petrobras avançaram 0,14% nas ordinárias (PETR3) e 0,73% nas preferenciais (PETR4), enquanto a Prio (PRIO3) subiu 0,41% e a PetroRecôncavo (RECV3) ganhou 0,91%.
O setor financeiro encerrou a sessão predominantemente no vermelho. As ações do Itaú Unibanco (ITUB4) recuaram 0,76%, o Bradesco (BBDC4) perdeu 0,46% e o Santander (SANB11) registrou a maior queda do grupo, com baixa de 1,33%. Na contramão, o Banco do Brasil (BBAS3) avançou 0,62%.
Entre as maiores altas do Ibovespa, os papéis da WEG (WEGE3) lideraram os ganhos da sessão, com valorização de 4,59%. Na sequência, as ações da Copel (CPLE3) avançaram 3,36%, enquanto a Suzano (SUZB3) subiu 3,20%. Também figuraram entre os destaques positivos Isa Energia (ISAE4), com alta de 2,91%, e Ultrapar (UGPA3), que avançou 2,65%.
Na ponta negativa, os papéis da Braskem (BRKM5) lideraram as perdas do pregão, com recuo de 10,28%. O movimento foi acompanhado pelas ações da CSN (CSNA3), que caíram 7,99%, e da RaiaDrogasil (RADL3), com desvalorização de 5,48%. Também registraram quedas relevantes Gerdau (GOAU4), que recuou 5,17%, e Natura (NATU3), com perda de 5,11%.
As listas das maiores altas e baixas da carteira do Ibovespa ficaram assim:
Altas
• WEG (WEGE3): +4,59%
• Copel (CPLE3): +3,36%
• Suzano (SUZB3): +3,20%
• Isa Energia (ISAE4): +2,91%
• Ultrapar (UGPA3): +2,65%
Baixas
• Braskem (BRKM5): -10,28%
• CSN (CSNA3): -7,99%
• RaiaDrogasil (RADL3): -5,48%
• Gerdau Metalúrgica (GOAU4): -5,17%
• Natura (NATU3): -5,11%
Confira a evolução do IBOV no fechamento de hoje (18/06):
• Segunda-Feira (15): -0,42%
• Terça-Feira (16): -0,45%
• Quarta-Feira (17): -0,70%
• Quinta-Feira (18): -0,10%
• Na semana: -1,67%
• Em junho: -3,17%
• No 2°tri./26: -10,23%
• Em 12 meses: +21,31%
• Em 2026: +4,44%
EUA
Os principais índices de Nova York encerraram o dia em alta:
• Dow Jones: +0,14%
• Nasdaq: +1,91%
• S&P 500: +1,08%
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