Ibovespa fecha em queda com cautela no cenário externo e repercussão de balanços corporativos
O Ibovespa encerrou o pregão desta quinta-feira (07) em queda de 2,38%, aos 183.218 pontos. O desempenho interrompeu uma sequência de duas altas consecutivas, refletindo uma postura de cautela entre os investidores. O mercado operou em compasso de espera diante das indefinições sobre o conflito no Oriente Médio, repercutiu a safra de balanços corporativos do primeiro trimestre e acompanhou o desdobramento do encontro diplomático entre os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos.
No cenário geopolítico, o governo do Irã comunicou que ainda não possui uma resposta para a proposta de acordo de paz apresentada pelos Estados Unidos. Simultaneamente, o mercado monitorou a possibilidade de o governo norte-americano retomar as escoltas de navios comerciais no Estreito de Ormuz. No plano doméstico, a produção industrial de março cresceu 0,1% frente a fevereiro, superando estimativas, apesar do recuo no setor de transformação. Em Washington, a reunião entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump ocorreu sem a formalização de novos acordos bilaterais ou memorandos focados em minerais críticos.
No ambiente microeconômico, as ações de maior peso no índice registraram perdas. Os papéis ordinários e preferenciais da Petrobras (PETR3) e (PETR4) recuaram 1,88% e 2,22%, respectivamente, enquanto a Vale (VALE3) cedeu 1,43%. O setor financeiro exerceu forte pressão negativa sobre o Ibovespa, liderado pelo Bradesco, que registrou queda de 3,89% em suas ações preferenciais (BBDC4) e de 3,25% nas ordinárias (BBDC3), após a avaliação do mercado sobre a qualidade de crédito em seu balanço trimestral. O movimento de baixa foi acompanhado por Santander (SANB11), Itaú Unibanco (ITUB4) e Banco do Brasil (BBAS3), com retrações de 3,10%, 2,37% e 1,72%, nesta ordem. A operadora da bolsa, B3 (B3SA3), recuou 3,16%.
Entre os destaques positivos, a Smart Fit (SMFT3) obteve o maior avanço do índice, com alta de 11,66%, repercutindo o lucro líquido recorrente de R$ 207 milhões no primeiro trimestre. A Totvs (TOTS3) subiu 9,46%, impulsionada pelos resultados de sua divisão de gestão. Também fecharam no campo positivo Minerva (BEEF3), Natura (NATU3) e Lojas Renner (LREN3), com valorizações de 3,78%, 1,71% e 1,70%, respectivamente. Na ponta negativa, a Vamos (VAMO3) liderou as baixas com recuo de 7,48%, seguida pela Rede D’Or (RDOR3), que cedeu 6,47% em resposta a indicadores de seu balanço financeiro. A Axia Energia registrou perdas de 6,48% em suas ações preferenciais (AXIA6) e de 5,95% nas ordinárias (AXIA3), enquanto a Ambev (ABEV3) encerrou com desvalorização de 3,19%.
As listas das maiores altas e baixas da carteira do Ibovespa ficaram assim:
Altas
• Smart Fit (SMFT3): +11,66%
• Totvs (TOTS3): +9,46%
• Minerva (BEEF3): +3,78%
• Natura (NATU3): +1,71%
• Lojas Renner (LREN3): +1,70%
Baixas
• Vamos (VAMO3): -7,48%
• Axia (AXIA6): -6,48%
• Rede D’Or (RDOR3): -6,47%
• Axia (AXIA3): -5,96%
• TIM (TIMS3): -5,77%
Confira a evolução do IBOV no fechamento de hoje (07/05):
• Segunda-Feira (04): -0,92%
• Terça-Feira (05): +0,62%
• Quarta-Feira (06): +0,50%
• Quinta-Feira (07): -2,38%
• Na semana: -2,19%
• Em maio: -2,19%
• No 2°tri./26: -2,26%
• Em 12 meses: +37,35%
• Em 2026: +13,71%
EUA
Os principais índices de Nova York encerraram o dia em queda:
• Dow Jones: -0,63%
• Nasdaq: -0,13%
• S&P 500: -0,38%
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