TradeLetter Semanal | 26 – 02 Abr 2026
O impasse no Estreito de Ormuz e as divergências sobre o programa nuclear iraniano elevam o prêmio de risco geopolítico, pressionando a volatilidade das commodities. Esse cenário externo condiciona o ritmo da calibração monetária doméstica pelo Banco Central, que monitora os impactos inflacionários da crise enquanto o mercado de trabalho brasileiro absorve ajustes sazonais e o Fed mantém postura vigilante no encerramento de ciclo.
Fechamento Semanal - em %
Bloqueio naval norte-americano persiste: A Marinha dos EUA insiste no bloqueio marítimo no Estreito de Ormuz para pressionar economicamente Teerã.
Estreito de Ormuz permanece fechado: A reabertura do estreito está condicionada ao fim das intervenções na região.
Programa nuclear iraniano mantém-se como ponto de inflexão: A manutenção do programa nuclear Iraniano segue como a principal divergência e problemática nas tratativas de paz para o encerramento dos conflitos na região.
Corte de 0,25 p.p na Selic: O BCB reduziu a taxa básica de juros para 14,50% ao ano, dando continuidade ao ciclo de calibração monetária. Entretanto, a autoridade sinalizou que os próximos passos estão condicionados à evolução dos conflitos no Oriente Médio e seus potenciais impactos sobre a economia brasileira.
Fed mantém taxa de juros nos EUA: Em sua última reunião sob a presidência de Jerome Powell, o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) manteve os juros americanos no intervalo entre 3,5% e 3,75% ao ano. A autoridade busca a convergência da inflação para a meta de 2%, reagindo aos dados econômicos mais recentes.
Desemprego sobe no Brasil: A taxa de desocupação no Brasil subiu para 6,1% em março. O movimento, no entanto, veio em linha com as projeções do mercado e é atribuído à sazonalidade do período, que historicamente apresenta maior pressão no mercado de trabalho no primeiro trimestre do ano.
Inflação no Brasil e nos EUA: No cenário doméstico, o IPCA-15 subiu 0,89% em abril, impulsionado pela pressão nos preços de alimentos e combustíveis. Enquanto isso, nos EUA, o núcleo do PCE avançou 0,3% em março, vindo exatamente em linha com as expectativas do mercado e reforçando a cautela do Fed na condução da política monetária.
Ibovespa — Maiores Altas e Baixas da Semana
Maiores Altas
Maiores Baixas
Análise dos Destaques da Semana
Melhor Desempenho: Usiminas (USIM5)
Preço de Fechamento (30/04/2026): R$ 8,29 | Variação Semanal: +8,94% – Valorização impulsionada após reportar um lucro líquido no 1º trimestre que superou as expectativas, impulsionado por projeções operacionais otimistas para o restante do ano. O mercado reagiu positivamente à adoção de tarifas contra o aço importado, o que fortalece a competitividade da empresa frente à China.
Pior Desempenho: Hapvida (HAPV3)
Preço de Fechamento (30/04/2026): R$ 12,39 | Variação Semanal: -12,07% – Apesar de registrar a maior queda no desempenho semanal, a Hapvida encerrou abril como a segunda maior alta do Ibovespa, impulsionada pelo otimismo com seu processo de reestruturação. Esse movimento de maior controle de custos e eficiência operacional consolidou a confiança dos investidores na recuperação das margens da companhia.
Nota: As informações desta newsletter têm caráter informativo e não constituem recomendação de investimento.
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