TradeLetter Semanal – Edição #01 | 19 – 25 Abr 2026
Radar Macro & Mercados
Fechamento do Mercado (Variação Semanal – em %)
Resumo
A dinâmica da semana refletiu o contraste entre a instabilidade no Oriente Médio e a firmeza dos ativos brasileiros. O prêmio de risco geopolítico sustenta a volatilidade do petróleo, enquanto o fluxo estrangeiro e a condução da política monetária pelo Banco Central buscam consolidar a confiança no cenário doméstico.
Geopolítica
Estreito de Ormuz bloqueado: O Irã reforçou o controle regional após a decisão dos EUA de suspender ataques por tempo indeterminado.
Extensão dos acordos de cessar-fogo: A manutenção da trégua permanece condicionada ao desenrolar diplomático entre Washington e Teerã. Além disso, Líbano e Israel prorrogaram o acordo por mais três semanas.
Volatilidade no preço do petróleo: As incertezas globais mantêm a commodity sob altíssima volatilidade.
Macroeconomia
Tom do Banco Central: O BCB sinaliza a continuidade no ciclo de cortes e mantém o compromisso com a calibração dos juros.
Fluxo estrangeiro na bolsa: Os fundamentos domésticos e a redução de juros atraem investidores em busca de diversificação.
Expectativa para o Copom: O mercado mantém postura de cautela antes da “Super Quarta” na próxima semana. As projeções apontam para uma nova redução de 0,25 p.p. na taxa Selic.
Comportamento do Real: A moeda brasileira valorizou-se e mostra-se resiliente frente à deterioração do cenário externo.
Ibovespa — Maiores Altas e Baixas da Semana
Maiores Altas
Maiores Baixas
Análise dos Destaques da Semana
Melhor Desempenho: Hapvida (HAPV3)
Preço de Fechamento (24/04/2026): R$ 14,09 | Variação Semanal: +15,21% – Valorização impulsionada pelo aumento da fatia dos controladores para 55,4% e pelo movimento de short squeeze antes da eleição do conselho. Essa combinação de confiança interna e ajuste técnico de posições vendidas garantiu o forte desempenho semanal do papel.
Pior Desempenho: C&A Modas (CEAB3)
Preço de Fechamento (24/04/2026): R$ 11,55 | Variação Semanal: -12,96% – Ativo penalizado pela manutenção dos juros em patamares elevados em decorrência do cenário externo. A pressão sobre o setor de varejo reflete a aversão ao risco e a revisão das expectativas para a trajetória da taxa Selic.
Nota: As informações desta newsletter têm caráter informativo e não constituem recomendação de investimento.