Ibovespa em queda pressionado por inflação doméstica e tensão no Oriente Médio
O Ibovespa abre esta quinta-feira (26) em queda de 0,83% aos 183.885 pontos, pressionado pela incerteza geopolítica e por dados de inflação acima do esperado no Brasil. No cenário externo, o conflito no Oriente Médio completa um mês sem sinais de resolução, exacerbado por declarações contraditórias entre o presidente Donald Trump e o governo do Irã. Enquanto Trump sinaliza um suposto interesse em um acordo, Teerã nega a intenção de negociar. Essa indefinição diplomática impulsionou o preço do petróleo, que voltou a superar a marca de US$ 100 por barril, elevando a percepção de risco global.
Domesticamente, o Banco Central divulgou o Relatório de Política Monetária (RPM), projetando que a inflação brasileira deve permanecer acima da meta de 3% pelos próximos dois anos. A autoridade monetária já revisou suas estimativas para incorporar a alta das commodities, prevendo avanços no IPCA para março e abril. Paralelamente, o IPCA-15 de março registrou alta de 0,44%, superando a estimativa de 0,29% do mercado. O índice foi impulsionado principalmente pelo grupo de alimentação e bebidas, com destaque para a alimentação no domicílio, e pelas passagens aéreas, que exerceram o maior impacto individual no período.
No setor corporativo, os balanços do quarto trimestre de 2025 revelam desempenhos distintos. A JBS (JBSS32) reportou lucro de US$ 415 milhões no quarto trimestre de 2025, diante a alta do custo do gado da América do Norte, e no pregão suas ações caem 0,42%. A Americanas conseguiu reduzir seu prejuízo em 92,5%, totalizando R$ 44 milhões, como reflexo de sua reestruturação operacional e maior foco em lojas físicas, e suas ações estão em alta de 16,12%. Já a Equatorial (EQTL3) apresentou solidez com lucro líquido ajustado de R$ 3,541 bilhões, um crescimento anual de 10,5%, e seus papéis estão em queda de 3,01%.
Por fim, os resultados da Vamos (VAMO3) evidenciaram um descompasso entre a operação e a última linha do balanço. Embora a companhia tenha registrado recordes na receita líquida e um crescimento de 13,2% no Ebitda trimestral, o lucro líquido sofreu uma queda de 52,6%, somando R$ 77,7 milhões, com isso no pregão seus papéis estão em alta de 0,54%.
Por volta das 10h29, as listas das maiores altas e baixas eram dominadas por:
Altas
• Brava Energia (BRAV3): +4,76%
• Prio (PRIO3): +2,44%
• Assaí (ASAI3): +2,44%
Baixas
• Braskem (BRKM5): -3,93%
• Cyrela (CYRE4): -3,10%
• Equatorial (EQTL3): -3,01%
Confira a evolução do Ibovespa:
*Até o dia 26/03 às 10h29
• Segunda-Feira (23): +3,24%
• Terça-Feira (24): +0,32%
• Quarta-Feira (25): +1,60%
• Quinta-Feira (26): -0,83%
• Na semana*: +4,35%
• Em março*: -2,60%
• No 1°tri./26*: +14,13%
• Em 12 meses*: +38,76%
• Em 2026*: +14,13%
Para acompanhar mais notícias do mercado financeiro, baixe ou acesse o TradeMap.