O Ibovespa opera em queda com incertezas no cenário doméstico e internacional
O Ibovespa inicia a sexta-feira (20) em queda de 1,18%, aos 178.139 pontos, pressionado pela escalada bélica no Oriente Médio que já dura três semanas. A ameaça inflacionária global força bancos centrais como o Federal Reserve e o BCE a manterem uma postura rígida, descartando cortes de juros no curto prazo. Para completar o cenário externo adverso, a China restringiu a exportação de fertilizantes para proteger seu mercado interno, gerando novos gargalos nas cadeias de suprimento globais.
No cenário doméstico, o mercado digere a saída de Fernando Haddad do Ministério da Fazenda para disputar o governo de São Paulo, deixando a pasta sob o comando de Dario Durigan.
A Petrobras (PETR4) enfrenta pressões regulatórias da ANP para normalizar a oferta de combustíveis, registrando uma queda 2,18%. Já no setor financeiro, a notícia de que o CEO da B3 (B3SA3) assumirá a liderança do Santander Brasil (SANB11) refletiu negativamente nos papéis de ambas as instituições, que operam em queda de 2,84% e 2,50%, respectivamente.
Em contrapartida, nos resultados corporativos. A Cemig (CMIG4) saltou 2,13% após reportar um lucro de R$ 1,87 bilhão, alta de 88% na base anual. No setor imobiliário, a Cyrela (CYRE3) também registou lucro líquido de R$ 682 milhões no 4T25 (alta de 37%), no pregão seus papéis caem 4,80%.
Por volta das 10h48, as listas das maiores altas e baixas eram dominadas por:
Altas
• Cemig (CMIG4): +2,13%
• Yduqs (YDUQ3): +1,88%
• Natura (NATU3): +0,92%
Baixas
• Brava Energia (BRAV3): -4,81%
• Cyrela (CYRE3): -4,80%
• Hapvida (HAPV3): -4,66%
Confira a evolução do Ibovespa:
*Até o dia 20/03 às 10h48
• Segunda-Feira (16): +1,25%
• Terça-Feira (17): +0,30%
• Quarta-Feira (18): -0,43%
• Quinta-Feira (19): +0,35%
• Sexta-Feira (20): -1,18%
• Na semana*: +0,27%
• Em março*: -5,64%
• No 1°tri./26*: +10,56%
• Em 12 meses*: +34,95%
• Em 2026*: +10,56%
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