Ibovespa perde fôlego após máxima
O Ibovespa iniciou a quarta-feira (25) renovando máximas históricas no início do pregão, mas passou a recuar e operava em queda de 0,11%, aos 191.286 pontos. O movimento ainda reflete o ambiente externo mais favorável, o avanço das commodities e a expectativa pelo balanço da Nvidia (NVDC34), peça-chave da tese global de inteligência artificial. O índice segue sustentado por fluxo estrangeiro e blue chips, enquanto investidores também acompanham o discurso do presidente Donald Trump, que reiterou a agenda tarifária e prioridades geopolíticas, além dos dados fiscais no Brasil.
No cenário doméstico, o superávit primário de janeiro (R$ 86,9 bilhões) veio ligeiramente abaixo das expectativas e manteve o debate fiscal e político no radar após pesquisa indicar queda na aprovação de Luiz Inácio Lula da Silva e avanço de Flávio Bolsonaro nas intenções de voto, sugerindo um ambiente mais polarizado para 2026.
Na temporada de balanços, a ISA Energia (ISAE4) recua 3,81% após queda anual do lucro, pressionada por maiores despesas financeiras; o Pão de Açúcar (PCAR3) cai 5,11%, apesar de resiliência operacional; e o Magazine Luiza (MGLU3) recua 2,17% diante de revisões cautelosas sobre alavancagem e valuation. No exterior, falas do Federal Reserve e dados de inflação na zona do euro e estoques de petróleo nos EUA seguem no radar. A combinação de tecnologia forte, commodities firmes e fluxo estrangeiro ainda mantém o Ibovespa próximo das máximas, embora condicionado a riscos fiscais, políticos e geopolíticos.
Por volta das 10h56, as listas das maiores altas e baixas eram dominadas por:
Altas
• IRB (IRBR3): +3,32%
• Marfrig (MBRF3): +2,54%
• Vale (VALE3): +1,81%
Baixas
• Pão de Açúcar (PCAR3): -5,11%
• Isa Energia (ISAE4): -3,81%
• CPFL Energia (CPFE3): -2,56%
Confira a evolução do Ibovespa:
*Até o dia 25/02 às 10h56
• Segunda-Feira (23): -0,88%
• Terça-Feira (24): +1,40%
• Quarta-Feira (25): -0,11%
• Na semana*: +0,39%
• Em fevereiro*: +5,47%
• No 1°tri./26*: +18,72%
• Em 12 meses*: +51,84%
• Em 2026*: +18,72%
Para acompanhar mais notícias do mercado financeiro, baixe ou acesse o TradeMap.