Ibovespa volta do feriado com pressão de Vale (VALE3) e avanço de petroleiras
O Ibovespa abriu a quarta-feira (18) próximo da estabilidade, marcando a retomada das negociações após a pausa do Carnaval, com o pregão iniciando às 13h. O início de sessão reflete um ambiente que combina fatores domésticos relevantes e uma agenda internacional carregada de indicadores capazes de influenciar o apetite por risco.
No Brasil, o principal destaque da manhã foi a decisão do Banco Central de decretar a liquidação extrajudicial do Banco Pleno e da Pleno DTVM, citando deterioração financeira, problemas de liquidez e descumprimento de normas. Apesar de o conglomerado ser pequeno, com cerca de 0,04% dos ativos do sistema financeiro, o episódio reacende o debate sobre riscos em bancos médios e o papel do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que deverá arcar com ressarcimentos bilionários a milhares de investidores. O impacto direto no mercado tende a ser limitado, mas reforça a percepção de cautela no setor financeiro e mantém no radar possíveis ajustes regulatórios no mecanismo de garantia de depósitos.
No exterior, as atenções se voltam para a ata da última reunião do Federal Reserve e para dados de atividade dos Estados Unidos, como construções iniciadas, encomendas de bens duráveis e produção industrial. Esses indicadores ajudam a calibrar expectativas sobre crescimento e juros e, consequentemente, o fluxo de capitais para mercados emergentes, incluindo o Brasil.
Entre as blue chips, o principal vetor de pressão na abertura vem da Vale (VALE3), que recua 2,48%. Durante o feriado brasileiro, os ADRs da mineradora caíram em Nova York, refletindo a fraqueza do minério de ferro e o descasamento de calendários, com Brasil e China fechados enquanto Wall Street operava. Já a Petrobras (PETR4) abre em alta de 0,84%, após perdas no exterior, acompanhando a valorização do petróleo.
O pano de fundo internacional adiciona volatilidade ao setor de energia. A alta do petróleo, sustentada por tensões geopolíticas envolvendo Rússia e Ucrânia, e por riscos logísticos no Estreito de Hormuz, impulsiona petroleiras no pregão brasileiro. Nesse contexto, a PetroReconcavo (RECV3) avança 4,33%, enquanto a Brava Energia (BRAV3) sobe 3,17%, refletindo a sensibilidade do setor ao cenário global de oferta e risco.
No noticiário corporativo, a Raízen (RAIZ4) ganha destaque após notícias de que a Shell apresentou uma nova proposta de capitalização para a companhia, alternativa ao plano anterior que previa conversão de dívida em ações e cisão dos negócios. A proposta envolveria aporte total de cerca de R$ 5 bilhões, com R$ 3,5 bilhões da Shell e o restante da Cosan, e eventual follow-on posterior. A perspectiva de reforço financeiro e reestruturação da dívida, que soma mais de R$ 55 bilhões, impulsiona as ações da empresa, que avançam 6,35% no pregão.
Por volta das 13h34, as listas das maiores altas e baixas eram dominadas por:
Altas
• Raízen (RAIZ4): +6,35%
• PetroRecôncavo (RECV3): +4,33%
• Brava Energia (BRAV3): +3,17%
Baixas
• Braskem (BRKM5): -3,27%
• Vale (VALE3): -2,48%
• IRB (IRBR3): -2,41%
Confira a evolução do Ibovespa:
*Até o dia 18/02 às 13h34
• Segunda-Feira (16): Fechado
• Terça-Feira (17): Fechado
• Quarta-Feira (18): +0,04%
• Na semana*: +0,04%
• Em fevereiro*: +2,86%
• No 1°tri./26*: +15,78%
• Em 12 meses*: +45,13%
• Em 2026*: +15,78%
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