Ibovespa renova máxima histórica e alcança o 10º recorde do ano
O Ibovespa renovou sua máxima histórica nesta segunda-feira (9), encerrando o pregão em alta de 1,80%, aos 186.241 pontos, marcando o décimo recorde do índice em 2026. O avanço foi impulsionado principalmente pela valorização de ações de grande peso, como Vale (VALE3; +1,96%) e Petrobras (PETR4; +1,83%), em um ambiente de elevada expectativa por dados econômicos e pela continuidade da temporada de balanços do quarto trimestre de 2025, que tem apresentado resultados sólidos, sobretudo no setor financeiro.
No cenário macroeconômico, o mercado acompanha sinais de arrefecimento das expectativas de inflação. O Boletim Focus mostrou nova queda nas projeções para o IPCA de 2026, reforçando a leitura de que o ciclo de juros pode começar a ser flexibilizado a partir de março, ainda que de forma gradual. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, voltou a enfatizar que este não é um momento de “volta da vitória”, destacando que a política monetária exige calibragem diante da resiliência da atividade econômica e de um mercado de trabalho ainda apertado.
Na frente corporativa, os balanços dos grandes bancos sustentaram o bom humor da bolsa. O Itaú (ITUB4) se consolida como o principal destaque do setor, com lucro acima das expectativas e elevada rentabilidade, reforçando sua posição como favorito entre analistas e contribuindo para o avanço do índice com alta de 3,34%. Santander (SANB11) e Bradesco (BBDC4) também registraram ganhos, mas seguem vistos como alternativas que dependem de maior eficiência e melhora dos retornos para destravar valor. No pregão, o Santander subiu 5,98%, figurando entre as maiores altas do Ibovespa, enquanto o Bradesco avançou 1,46%. Já o BTG Pactual divulgou resultados considerados fortes, porém sem surpresa para um mercado que já trabalhava com expectativas elevadas, e suas ações recuaram 0,12%.
Entre os destaques negativos, chamaram atenção os desafios financeiros da Raízen (RAIZ4), que enfrenta rebaixamento de rating e discute alternativas para reforçar sua estrutura de capital, com as ações encerrando o dia estáveis. A Hapvida (HAPV3) seguiu pressionada por margens apertadas e maior competição, registrando a maior queda do pregão, de 2,72%. Em sentido oposto, ações ligadas ao consumo e à indústria tiveram desempenho positivo: Magazine Luiza (MGLU3) disparou 7,55%, enquanto a WEG (WEGE3) avançou 3,66%, apoiadas por recomendações de curto prazo e pela tese estrutural ligada à eletrificação e à transição energética.
As listas das maiores altas e baixas da carteira do Ibovespa ficaram assim:
Altas
• Magalu (MGLU3): +7,55%
• Santander (SANB11): +5,98%
• Cosan (CSAN3): +4,68%
• Weg (WEGE3): +3,66%
• CSN (CSNA3): +3,58%
Baixas
• Hapvida (HAPV3): -2,72%
• Localiza (RENT4): -1,97%
• Cyrela (CYRE4): -1,29%
• Cyrela (CYRE3): -1,09%
• Cury (CURY3): -0,94%
Confira a evolução do IBOV no fechamento de hoje (09/02):
• Segunda-Feira (09): +1,80%
• Na semana: +1,80%
• Em fevereiro: +2,69%
• No 1°tri./26: +15,59%
• Em 12 meses: +49,45%
• Em 2026: +15,59%
EUA
Os principais índices de Nova York encerraram o dia em alta:
• Dow Jones: +0,04%
• Nasdaq: +0,90%
• S&P 500: +0,47%
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