Ibovespa recua com dados dos EUA e balanços no radar
O Ibovespa iniciou a quarta-feira (4) em queda de 0,74% aos 184.308 pontos, após renovar máximas históricas na sessão anterior, refletindo um movimento de realização em meio a um noticiário intenso no exterior e à temporada de balanços no Brasil.
No cenário internacional, o destaque ficou para o relatório de empregos do setor privado americano, medido pela ADP, que mostrou a criação de apenas 22 mil vagas em janeiro, bem abaixo das expectativas do mercado. O dado reforçou sinais de desaceleração do mercado de trabalho, especialmente na indústria de manufatura e em serviços profissionais, ainda que o crescimento salarial tenha permanecido estável. A leitura contribuiu para ajustes nas apostas sobre a trajetória da política monetária dos Estados Unidos.
O ambiente externo também é marcado pela volatilidade no setor de tecnologia, antes da divulgação do balanço da Alphabet, embora a aprovação do financiamento do governo americano tenha ajudado a reduzir temores de paralisação da atividade pública.
No Brasil, as atenções se voltam para os balanços dos grandes bancos. O Santander Brasil (SANB11) divulgou lucro líquido recorrente de R$ 4,09 bilhões no quarto trimestre de 2025, em linha com as projeções, com crescimento anual e trimestral. Apesar do resultado sólido, as ações recuam 1,03%, refletindo a ausência de surpresas positivas e a pressão persistente sobre as margens financeiras em um ambiente de juros elevados. O mercado também aguarda os números do Itaú Unibanco (ITUB4) que serão divulgados hoje após o fechamento, esperados com expectativa de mais um desempenho consistente do setor.
Por volta das 10h46, as listas das maiores altas e baixas eram dominadas por:
Altas
• Raízen (RAIZ4): +2,04%
• C&A Modas (CEAB3): +1,52%
• Braskem (BRKM5): +1,30%
Baixas
• Totvs (TOTS3): -3,90%
• Hypera (HYPE3): -3,75%
• Weg (WEGE3): -2,98%
Confira a evolução do Ibovespa:
*Até o dia 04/02 às 10h46
• Segunda-Feira (02): +0,79%
• Terça-Feira (03): +1,58%
• Quarta-Feira (04): -0,74%
• Na semana*: +1,62%
• Em fevereiro*: +1,62%
• No 1°tri./26*: +14,39%
• Em 12 meses*: +47,27%
• Em 2026*: +14,39%
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