Bolsa cai pressionada por mineração e Fed
O Ibovespa encerrou a sexta-feira (30) em queda de 0,97%, aos 181.364 pontos, em um movimento marcado principalmente pela realização de lucros após a forte valorização acumulada ao longo de janeiro. O principal peso veio do setor de mineração e siderurgia, que devolveu parte dos ganhos recentes diante de ajustes técnicos e de notícias negativas envolvendo a Vale. A companhia foi impactada por multa de R$ 1,7 milhão aplicada pelo governo de Minas Gerais e pela suspensão cautelar de operações em estruturas de minas após extravasamentos de água com sedimentos, o que ampliou a pressão sobre os papéis, que recuaram 3,54% e figuraram entre as maiores quedas do índice, contaminando o desempenho geral do pregão.
No cenário internacional, os mercados reagiram à confirmação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve. A indicação fortaleceu o dólar e elevou a volatilidade global, especialmente em ativos sensíveis à política monetária americana. A expectativa de uma condução mais firme no combate à inflação reduziu o apetite por risco no curto prazo e contribuiu para quedas nas bolsas de Nova York, movimento que também influenciou o humor dos investidores no Brasil.
No ambiente doméstico, os dados do mercado de trabalho trouxeram leitura positiva. A taxa de desemprego atingiu mínima histórica, com avanço do número de pessoas ocupadas e recordes tanto no rendimento médio quanto na massa salarial. Ainda assim, o efeito imediato no índice foi limitado, já que o foco do mercado permaneceu concentrado no exterior e na realização de lucros após a sequência de máximas recentes.
Entre os destaques corporativos, a Petrobras (PETR4) apresentou leve alta de 0,16% após anunciar pequena redução no preço do querosene de aviação. Em contrapartida, ações ligadas a metais preciosos registraram forte volatilidade acompanhando o tombo do ouro e da prata no mercado internacional. A correção abrupta interrompeu um rali expressivo observado nas semanas anteriores e refletiu tanto o fortalecimento do dólar quanto ajustes técnicos após níveis considerados sobrecomprados.
Fora do índice, o noticiário foi movimentado pela venda do controle da Companhia Brasileira de Alumínio (CBAV3) pela Votorantim a grupos estrangeiros e por avanços em processos de fechamento de capital e ofertas públicas de aquisição em outras companhias, com isso as ações fecharam em queda de 1,64%.
As listas das maiores altas e baixas da carteira do Ibovespa ficaram assim:
Altas
• Vivara (VIVA3): +3,11%
• Yduqs (YDUQ3): +2,44%
• Pão de Açúcar (PCAR3): +1,86%
• SLC Agrícola (SLCE3): +1,45%
• Copasa (CSMG3): +1,39%
Baixas
• Usiminas (USIM5): -4,98%
• CSN (CSNA3): -4,28%
• CSN Mineração (CMIN3): -3,92%
• Vale (VALE3): -3,54%
• Bradespar (BRAP4): -3,25%
Confira a evolução do IBOV no fechamento de hoje (30/01):
• Segunda-Feira (26): -0,08%
• Terça-Feira (27): +1,79%
• Quarta-Feira (28): +1,52%
• Quinta-Feira (29): -0,84%
• Sexta-Feira (30): -0,97%
• Na semana: +1,40%
• Em janeiro: +12,56%
• No 1°tri./26: +12,56%
• Em 12 meses: +42,90%
• Em 2026: +12,56%
EUA
Os principais índices de Nova York encerraram o dia em queda:
• Dow Jones: -0,36%
• Nasdaq: -0,94%
• S&P 500: -0,43%
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